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El Niño deve atingir pico no segundo semestre e acende alerta no Brasil

Embora o El Niño seja um fenômeno natural, estudos mostram impactos cada vez mais intensos nos ecossistemas e na população

Da redação
DA REDAÇÃO

17/04/2026 • 09:36 • Atualizado em 17/04/2026 • 09:36

Calor

Calor

Fernando Frazão/Agência Brasil

A Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos confirmou o fim do La Niña e o início da formação do El Niño, que é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, com impactos em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil.

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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais espera os possíveis efeitos a partir do segundo semestre deste ano e início de 2027. O pico do fenômeno é esperado entre setembro e outubro, com previsão de seca na Amazônia e no Nordeste, mais chuvas no Sul e calor intenso no Centro e Sudeste.

O climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do CEMADEN, alerta que as altas temperaturas, principalmente em São Paulo, podem favorecer incêndios e o risco de falta d'água.

Segundo ele, com o fim do período chuvoso, reservatórios como o Cantareira, podem não garantir o abastecimento até o próximo verão.

O Sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo, opera atualmente com 43% da capacidade.

Entre os demais sistemas, o Alto Tietê está com 53% de armazenamento, o Rio Claro com 58%, enquanto Guarapiranga e Rio Grande apresentam os melhores índices: 88% e 93%, respectivamente.

De acordo com o climatologista, embora o El Niño seja um fenômeno natural, estudos mostram impactos cada vez mais intensos nos ecossistemas e na população. Por isso, ele defende que previsões e alertas sejam usados para orientar políticas de prevenção antes de possíveis desastres.