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Papa Leão XIV inicia 2026 com apelo pela paz e oração por famílias

Pontífice celebrou missa na Basílica de São Pedro e destacou o Dia Mundial da Paz; programação de janeiro inclui encerramento do Ano Santo.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

01/01/2026 • 10:52 • Atualizado em 01/01/2026 • 11:03

Papa Leão

Papa Leão

REUTERS/Remo Casilli

O papa Leão XIV abriu o ano de 2026 com um apelo global pela paz, direcionado especialmente a nações "ensanguentadas pelo conflito" e a famílias vítimas de violência. O pontífice celebrou a Missa de Ano Novo na Basílica de São Pedro nesta quinta-feira (1º) e, em seguida, realizou uma oração especial de seu estúdio para peregrinos e turistas na praça.

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A mensagem de Leão XIV coincidiu com o Dia Mundial da Paz, celebrado pela Igreja Católica em 1º de janeiro. Durante o pronunciamento, o líder religioso reforçou a necessidade de união diante do sofrimento causado pelas guerras e por problemas domésticos.

"Vamos todos rezar juntos pela paz: primeiro, entre as nações ensanguentadas pelo conflito e sofrimento, mas também dentro de nossos lares, nas famílias feridas pela violência ou pela dor", declarou o papa.

Encerramento do Ano Santo e reunião com cardeais

Após o período intenso de celebrações natalinas, o pontífice terá dias de descanso antes da festa da Epifania, em 6 de janeiro. A data terá um significado especial em 2026, pois marcará o encerramento oficial do Ano Santo de 2025, evento que ocorre a cada 25 anos e atraiu milhões de fiéis a Roma nos últimos meses.

Na sequência das festividades, Leão XIV presidirá uma reunião de dois dias com todo o Colégio dos Cardeais. O encontro deve reunir tanto os cardeais que participaram de sua eleição quanto aqueles com mais de 80 anos, que não votam em conclaves, mas integram o colegiado.

Retomada de tradições no Vaticano

A convocação dos cardeais sinaliza uma mudança de postura na gestão da Igreja Católica, que possui 1,4 bilhão de fiéis. Leão XIV está ressuscitando a tradição de buscar o conselho direto dos "príncipes da igreja" sobre como governar a instituição.

Essa prática de consulta frequente havia sido, em grande parte, evitada pelo papa Francisco. Com a nova reunião, o atual pontífice busca restabelecer o diálogo formal com o Colégio dos Cardeais para discutir os rumos da administração eclesiástica.