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Em mensagens, Cid desabafou sobre falta de apoio: 'Nenhum político vai interceder por mim'

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro teria usado Instagram falso para desabafar com advogado de Marcelo Câmara

Da redação com Túlio Amâncio
DA REDAÇÃO COM TÚLIO AMÂNCIO

17/06/2025 • 09:05 • Atualizado em 17/06/2025 • 09:05

Mauro Cid chegou a enviar uma foto para confirmar que ele usava a conta @gabrielar702

Mauro Cid chegou a enviar uma foto para confirmar que ele usava a conta @gabrielar702

Reprodução

A defesa de Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, pediu a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da presidência, após a divulgação de mensagens trocadas por meio de contas no Instagram. Em uma sequência de mensagens, Cid chega a desabafar sobre a falta de apoio em meio à prisão e inquéritos contra ele.

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Na troca de mensagens com Eduardo Kuntz, que atua na defesa de Marcelo Câmara, Cid manteve contato entre janeiro e março de 2024 e desabafou sobre a falta de apoio político. A ata com as mensagens foi confirmada pelo repórter Túlio Amâncio, da Band Brasília.

"Quantos deputados vieram me visitar? Quantas vezes publicaram algo nas redes sociais para eu ser solto?", questionou, citando os nomes dos deputados federais Nikolas Ferreira, Bia Kicis, Gustavo Gaiyer e Carla Zambelli.

O militar também afirmou que perdeu a carreira com o inquérito e que estaria recebendo a culpa de algo que não cometeu. "Estão querendo botar na minha conta uma coisa que não comecei. Duvido que alguém tenha sido mais devastado que eu. Político é político, quanto mais apanha, mais aparece e fica mais forte. Eu sou militar", desabafou.

Cid se considerava “um leproso” e que ninguém se interessava em se aproximar dele. “Talvez nem promovido serei, mesmo não estando denunciado e sendo o primeiro da turma. Ninguém vai subir uma #cidpromovido nas redes sociais. Nenhum político vai interceder por mim junto ao comando do Exército", disse.

Ao depor no Supremo Tribunal Federal na semana passada, o ex-ajudante de ordens alegou que não usou redes sociais quando estava sob medidas restritivas. Ao ser questionado pelo advogado Celso Vilardi, que representa Jair Bolsonaro, ele afirmou que não usou nenhum perfil no Instagram e que todos os celulares dele foram apreendidos.

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