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Embaixadora dos EUA chega à Venezuela para reabrir missão diplomática

Embaixadas foram fechadas em 2019 após Trump e Maduro romperem relações

ESTADÃO CONTEÚDO

01/02/2026 • 09:51 • Atualizado em 01/02/2026 • 09:57

Nicolas Maduro, ex-presidente da Venezuela, está preso nos Estados Unidos

Nicolas Maduro, ex-presidente da Venezuela, está preso nos Estados Unidos

REUTERS/Fausto Torrealba

Resumo

A chegada da embaixadora dos Estados Unidos, Laura Dogu, a Caracas marcou a reabertura da missão diplomática americana na Venezuela após sete anos de relações rompidas, ocorrendo quase um mês depois de uma ação militar dos EUA que destituiu Nicolás Maduro do poder.

O rompimento das relações diplomáticas entre Venezuela e Estados Unidos aconteceu em 2019, após o apoio do então presidente Donald Trump a Juan Guaidó como presidente interino, levando ao fechamento mútuo das embaixadas.

O governo venezuelano, representado por Diosdado Cabello e pelo ministro das Relações Exteriores Yván Gil, vê a reabertura da embaixada como oportunidade para diálogo diplomático e supervisão do tratamento de Maduro, enquanto a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou projeto de anistia para prisioneiros políticos, atendendo reivindicações da oposição.

A embaixadora dos Estados Unidos, Laura Dogu, chegou a Caracas no sábado (31) para reabrir a missão diplomática americana na Venezuela após sete anos de relações rompidas. A medida ocorre quase um mês após uma ação militar ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, destituir o então líder Nicolás Maduro do cargo."Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar", disse Dogu em uma mensagem postada pela conta da Embaixada dos EUA na Venezuela no X. Também foram postadas fotos dela ao desembarcar no aeroporto de Maiquetia.

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A Venezuela e os Estados Unidos romperam relações diplomáticas em fevereiro de 2019 em uma decisão de Maduro e fecharam suas embaixadas mutuamente depois que Trump deu apoio público ao parlamentar Juan Guaidó em sua reivindicação de ser o presidente interino da nação em janeiro daquele ano.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, um dos políticos mais poderosos da Venezuela e leal a Maduro, disse no início de janeiro que a reabertura da embaixada dos EUA daria ao governo venezuelano uma maneira de supervisionar o tratamento do presidente deposto, que está preso nos EUA.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, publicou uma mensagem no Telegram dizendo que a chegada de Dogu faz parte de um cronograma conjunto para "lidar e resolver as diferenças existentes através do diálogo diplomático, com base no respeito mútuo e no direito internacional".

Dogu, que também foi embaixadora na Nicarágua e em Honduras, chegou à Venezuela um dia após a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, anunciar um projeto de lei de anistia para libertar prisioneiros políticos. Essa medida foi uma das principais demandas da oposição venezuelana.