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Empresários bilionários são alvos de operação no caso Americanas; quem são

Foram alvo de busca e apreensão os empresários bilionários Carlos Alberto Sucupira e Paulo Lemann, filho de Jorge Lemann

Da redação
DA REDAÇÃO

25/06/2026 • 10:49 • Atualizado em 25/06/2026 • 12:05

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda fase da Operação Disclosure. A ação investiga o esquema de fraudes contábeis na Americanas, estimado em R$ 54 bilhões. A Justiça do Rio determinou o sequestro de bens e valores em nome dos envolvidos até o limite desse montante.

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Foram alvo de busca e apreensão os empresários bilionários Carlos Alberto Sucupira e Paulo Lemann, filho de Jorge Lemann, que figuram na lista das 10 famílias mais ricas do Brasil, segundo lista da Forbes. Na atual fase da Operação Disclosure, os dois investidores são alvos da Polícia Federal por conta da participação como acionistas de referência da Americanas.

Paulo Alberto Lemann é economista, investidor e um dos filhos do bilionário Jorge Paulo Lemann. Assim como o pai, construiu carreira no mercado financeiro e de capitais, atuando fortemente na gestão de investimentos e participando ativamente dos negócios vinculados ao ecossistema da família.

Já Sucupira é um dos fundadores da empresa de investimentos 3G Capital e, junto com seus parceiros de longa data Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, forma o trio de investidores mais conhecido do país.

Além dos acionistas de referência, a Polícia Federal apura a participação de representantes e funcionários dos principais bancos privados do país, bem como de outros trabalhadores da própria varejista. As fraudes também estão relacionadas a operações de risco sacado. Essa prática consiste em uma linha de crédito na qual a empresa antecipa o pagamento a fornecedores por meio de empréstimos junto aos bancos.

Os policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ações ocorreram nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Conforme aponta a PF, os envolvidos tinham pleno conhecimento das fraudes praticadas ao longo de anos.

O esquema envolve contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais comuns no setor. No caso da varejista, os policiais constataram que contratos que nunca existiram eram contabilizados. A investigação revelou fortes indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.