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Entenda como funciona o sorteio para relatoria no STF

Sistema busca garantir o princípio do juiz natural e a imparcialidade nas decisões da Suprema Corte

Da redação
DA REDAÇÃO

12/02/2026 • 20:58 • Atualizado em 12/02/2026 • 20:58

Resumo

Com a decisão do ministro Dias Toffoli de abrir mão da relatoria de seus processos recentes no caso do Banco Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) aciona um mecanismo fundamental do Judiciário: o sorteio eletrônico. Realizado pela Secretaria Judiciária, o procedimento é totalmente informatizado e aleatório, desenhado para impedir a escolha direta de um magistrado e assegurar a neutralidade do tribunal.

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O sistema baseia-se no princípio do juiz natural, uma garantia constitucional que impede a criação de tribunais de exceção ou a manipulação de quem julgará determinada causa. Assim que a redistribuição é autorizada pela Presidência, o software do STF cruza os dados dos ministros aptos e define o novo responsável pelo caso em frações de segundos.

Quem participa e quais são as regras do sorteio

Participam do sorteio todos os ministros da Corte, com exceção do atual presidente, Edson Fachin. O presidente não recebe processos por sorteio ordinário devido às suas atribuições administrativas e de representação do Tribunal. Ministros que estejam licenciados ou que se declarem impedidos ou suspeitos para o caso específico também são excluídos do algoritmo de seleção.

Uma regra importante do Regimento Interno é a chamada "prevenção". Se um inquérito novo estiver diretamente ligado a uma ação que já tramita no STF, o relator do processo original assume o novo caso. No entanto, em situações de redistribuição por vacância ou pedido do relator, como no caso de Toffoli, busca-se um novo nome para assumir a condução dos trabalhos.

O papel da tecnologia na transparência do STF

A automação do sorteio é uma das principais ferramentas de transparência do Judiciário brasileiro. O sistema considera a carga de trabalho de cada gabinete, buscando manter um equilíbrio quantitativo entre os ministros. Isso evita que um único gabinete fique sobrecarregado, garantindo maior celeridade processual.

Nos casos em que um relator é declarado suspeito ou impedido legalmente de atuar, o processo retorna imediatamente ao sistema para um novo sorteio aleatório. No cenário atual, após a nota oficial dos dez ministros, a Presidência deve determinar a baixa dos autos e a imediata inclusão no sistema eletrônico para que o novo relator seja conhecido.

O novo sorteado terá o desafio de assumir inquéritos complexos, como os que envolvem fraudes bancárias e fundos previdenciários, mantendo a continuidade das diligências iniciadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.