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Espanha receberá cruzeiro atingido por hantavírus; três pessoas morreram

Passageiros poderão desembarcar nas Ilhas Canárias, após ficarem à deriva no Oceano Atlântico

Da redação
DA REDAÇÃO

05/05/2026 • 19:16 • Atualizado em 08/05/2026 • 18:35

A Espanha afirmou na noite de terça-feira (5) que receberá o navio MV Hondius nas Ilhas Canárias, arquipélago do país no Oceano Atlântico, "em conformidade com o direito internacional e princípios humanitários". Com 147 pessoas a bordo, o navio já teve sete casos de hantavírus --três pessoas morreram.

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Nas Ilhas Canárias, os passageiros do cruzeiro holandês seriam examinados e tratados, sendo transferidos em seguida para seus países, segundo a agência Reuters. O governo espanhol afirmou ainda que Cabo Verde não tem condições de realizar esta operação, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS)."As Ilhas Canárias são o local mais próximo com a capacidade necessária. A Espanha tem a obrigação moral e legal de prestar assistência a essas pessoas, entre as quais se encontram vários cidadãos espanhóis", afirmou o país, segundo a Reuters.

A OMS suspeita que tenham ocorrido transmissões entre humanos do hantavírus a bordo do cruzeiro de luxo no Atlântico. É raro o contágio entre humanos, sendo mais comum a contaminação de pessoas pelo contato com roedores infectados ou com sua urina, fezes ou saliva.

Entre os sete casos da doença na embarcação, estão três passageiros que morreram a bordo --um casal holandês e um cidadão alemão. Um viajante britânico foi retirado da embarcação e está internado em estado grave na África do Sul, Outras três pessoas com suspeita de terem contraído da doença continuam no MV Hondius.

O navio atingido pelo surto fatal está à deriva ao largo de Cabo Verde, país insular no Atlântico, na costa da África Ocidental, que não autorizou o desembarque de passageiros.

Cadeia de infecção

Uma disseminação limitada entre pessoas com contato próximo já foi observada em surtos anteriores envolvendo a cepa Andes. Ela circula na América do Sul, inclusive na Argentina, de onde partiu o navio em março. A OMS diz acreditar que esta cepa possa estar envolvida no caso. Testes estão em andamento.

A suspeita é que a cadeia de infecção tenha se originado com o casal holandês já falecido, que pode ter contraído o vírus em terra na Argentina antes de embarcar no navio. As transmissões subsequentes podem ter ocorrido a bordo entre indivíduos, por exemplo, nas cabines, segundo a OMS.