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Internacional

Estado de emergência: EUA elevam tensão política após ação do Brasil na OMC

Deterioração das relações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos envolve disputas que vão além do comércio, misturando interesses políticos e ideológicos

2 min

29/07/2026 10:16 • Atualizado há 87 dias

Estado de emergência: EUA elevam tensão política após ação do Brasil na OMC

As rusgas diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos não mostram sinais de melhora. Além da política comercial e industrial da administração Trump, com o lema “América First”, e da disputa pela liderança no setor de tecnologia, o embate é alimentado por divergências políticas e ideológicas.

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O governo de Donald Trump busca o controle amplo das Américas, com o objetivo de afastar a China da região, e também quer suas posições em relação à economia liberal e costumes prevaleçam no continente.

O cenário de atritos ganhou contornos mais firmes após o Brasil questionar a política tarifária americana na Organização Mundial do Comércio (OMC). Como resposta, Washington prorrogou por mais um ano o estado de emergência contra o Brasil. O governo dos Estados Unidos justificou a manutenção da medida alegando que o país interfere em sua economia e ataca a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos.

Além disso, o documento de Washington acusa Brasília de intimidações por motivações políticas e de violações de direitos humanos. Embora as tarifas comerciais ainda não tenham sido elevadas, a pressão sobre o país deve continuar.

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Na última terça-feira, a ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano acusou o governo Trump de propagar teorias conspiratórias sobre as eleições presidenciais de outubro no Brasil.

As acusações surgiram após a vinda de dois funcionários da Casa Branca ao Brasil que, conforme reportagem do jornal The Washington Post, teriam a missão de lançar dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. O Itamaraty negou o visto de entrada para esses americanos, enquanto o governo dos Estados Unidos classificou a reportagem e as suspeitas de interferência como uma mentira sem fundamento.

A deterioração das relações bilaterais tem sido utilizada politicamente tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Durante visita ao Rio de Janeiro, o presidente Lula, candidato à reeleição, declarou que não pretende entrar em conflito direto com as potências globais.

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"Eu não tenho nem os aviões que eles têm, nem os tanques, nem as bombas e nem o dinheiro que eles têm", afirmou o presidente Lula.

O presidente costuma alfinetar a administração de Trump de várias maneiras, buscando ganhos eleitorais com o embate. Em relação a guerra comercial começada pelos Estados Unidos impondo tarifas não só ao Brasil mas com o mundo todo, o governo brasileiro poderia ter negociado mais para minimizar os danos - como outros países aceitaram engolir - mas apostou no embate.

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