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Internacional

EUA e Israel atacam instalações nucleares em Natanz

Instalação de enriquecimento de urânio é alvo de ofensiva aérea; ONU pede moderação militar enquanto Trump descarta cessar-fogo

3 min

21/03/2026 11:57 • Atualizado há 216 dias

EUA e Israel atacam instalações nucleares em Natanz

Um novo ataque aéreo conduzido pelos Estados Unidos e Israel atingiu, na manhã deste sábado (21), as instalações nucleares de Natanz, localizadas no centro do Irã. A informação foi confirmada pela Organização de Energia Atômica da República Islâmica do Irã, que classificou a ofensiva como um "ataque criminoso".

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Impacto nas instalações de Natanz

Natanz é o principal centro de enriquecimento de urânio do país, situado a cerca de 220 km de Teerã. De acordo com a agência de notícias Tasnim, apesar da gravidade da incursão, "não houve relatos de vazamento de materiais radioativos" até o momento.

O local já havia sido atacado no ano passado, e foi atingido pela primeira vez no conflito atual. Segundo a imprensa israelense, foram usadas bombas de penetração, capazes de perfurar abrigos subterrâneos.

A agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com o episódio, pedindo "moderação militar" a todas as partes envolvidas. A entidade técnica também assegurou que não foram detectados aumentos nos níveis de radiação na região após o bombardeio.

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Trump rejeita cessar-fogo e foca em objetivos finais

A ofensiva ocorre em um momento de retórica intensificada em Washington. Na última sexta-feira (20), o presidente Donald Trump utilizou as redes sociais para afirmar que está "muito perto" de atingir seus objetivos e que considera "encerrar" o conflito em breve.

No entanto, Trump descartou qualquer interrupção imediata das hostilidades. "Eu não quero um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o outro lado", declarou o presidente a repórteres na Casa Branca.

Ataque surpreendente e ameaças

A resposta de Teerã veio através do general Abolfazl Shekarchi, porta-voz militar do Irã. Ele alertou que a retaliação pode ultrapassar as fronteiras regionais. "Parques, áreas de lazer e destinos turísticos em todo o mundo não serão seguros para os inimigos do país", advertiu o general, sinalizando uma possível tática de pressão internacional.

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Também neste sábado, o Irã lançou dois mísseis considerados secretos em um ataque inédito à base britânica Diego Garcia, no Oceano Índico, usada há décadas pelos Estados Unidos. Uma das armas foi abatida por um destróier americano na região, e a outra caiu no mar.

O Irã dizia ter mísseis com alcance máximo de 2 mil km, mas Diego Garcia está localizada a quase 4 mil quilômetros da costa do país persa. Por isso, os mísseis usados neste sábado seriam mais potentes do que o arsenal já conhecido.

A ação é vista como um recado sobre a capacidade tecnológica iraniana, e amplia o temor de um conflito mais amplo, caro, e difícil de conter.

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Em meio ao Nowruz (ano novo persa), o líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, elogiou a resiliência da população em mensagem lida na televisão estatal. Mojtaba, que assumiu o posto após a morte de seu pai em ataques israelenses anteriores, não é visto em público desde então.

Consequências econômicas mundiais

Embora a extensão total dos danos às infraestruturas iranianas desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, permaneça incerta, os efeitos globais são nítidos. O sufocamento do abastecimento de petróleo pelo Irã continua a elevar drasticamente os preços de alimentos e combustíveis em diversos continentes.

Nas primeiras duas semanas, os ataques do Irã a bases americanas no Oriente Médio causaram cerca de 800 milhões de dólares em danos, segundo uma análise da BBC

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Com agências internacionais e Estadão Conteúdo

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