
Estreito de Ormuz tem um papel central no comércio de petróleo
Reprodução
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (27) que Washington não permitirá que o Irã controle o Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% da oferta global de petróleo antes do início da guerra na região.
Rubio disse, em entrevista à Fox News, que "não se pode normalizar" um sistema em que Teerã decida "quem pode usar uma via navegável internacional e quanto deve pagar para usá-la".
A declaração reforça a preocupação do mercado com eventuais interrupções no fluxo de petróleo pelo corredor estratégico.
Apesar do tom duro, Rubio afirmou acreditar que o Irã está "sério" em tentar fechar um acordo com os EUA. Segundo ele, o país busca "sair da confusão em que se meteu", em meio ao agravamento da inflação, seca persistente, dificuldades fiscais e sanções econômicas.
Rubio avaliou, porém, que divisões internas na liderança iraniana têm dificultado um entendimento. "Eles estão profundamente fragmentados internamente", disse. Segundo o secretário, há alas mais pragmáticas, preocupadas em administrar o país e a economia, e grupos "completamente motivados pela teologia".
Vai e vem no Oriente Médio
Os últimos dias foram de incerteza em relação ao conflito iniciado em 28 de fevereiros, com o ataque de EUA e Israel ao Irã. O cessar-fogo foi ampliado por tempo indeterminado, mas a segunda rodada de negociações não aconteceu, como foi anunciado por Trump.
Representantes iranianos foram ao Paquistão no sábado (25), onde aconteceria o encontro, mas se recusaram a conversar pessoalmente com a comitiva americana. Trump então impediu a viagem os negociações americanos.
Nesta segunda-feira, a Associated Press afirmou que uma proposta do Irã foi entregue ao governo americano e está sendo avaliada. Uma das exigências é que os EUA encerrem o bloqueio ao país como parte de sua proposta para discutir as negociações.
Com Estadão Conteúdo
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