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Raul Jungmann, ex-deputado e ex-ministro de FHC e Temer, morre aos 73 anos

Ex-ministro da Defesa lutava contra um câncer de pâncreas; velório e enterro será fechado para familiares e amigos

Da redação
DA REDAÇÃO

18/01/2026 • 22:52 • Atualizado em 18/01/2026 • 22:52

Raul Jungmann lutava contra um câncer e morreu aos 73 anos

Raul Jungmann lutava contra um câncer e morreu aos 73 anos

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Morreu neste domingo (18), aos 73 anos, o ex-deputado federal e ex-ministro Raul Jungmann. O pernambucano estava internado no hospital DF Star e lutava há anos contra um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), o qual presidia desde 2022.

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Jungmann representou o estado do Pernambuco no Parlamento em três oportunidades – entre 2003 e 2006, 2007 e 2010 e de 2015 a 2018 – e ocupou por cinco vezes o posto de ministro. No governo de Fernando Henrique Cardoso, liderou as pastas de Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Já sob a gestão de Michel Temer, esteve à frente dos ministérios da Defesa e, por último, da Segurança Pública.

Foi sob seu comando na pasta de Defesa que aconteceram as principais operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que permitiu o emprego de militares na segurança pública – como a que ocorreu em 2018, no Rio de Janeiro.

O ex-deputado também presidiu o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) entre 1995 e 1996 e o INCRA (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária), entre 1996 e 1999. Também teve passagem pelo conselho da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), em São Paulo, sob bênção do ex-prefeito Gilberto Kassab.

Jungmann começou sua carreira política militando pelo PCB (Partido Comunista do Brasil), logo depois do movimento das Diretas Já. Foi filiado ao então PMDB - hoje MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e ajudou a fundar o PPS - hoje Cidadania.

Na Câmara, foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou um esquema de superfaturamento na compra de ambulâncias com verbas federais destinadas à Saúde, e foi um dos líderes da campanha a favor do desarmamento. Fez parte da oposição ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e votou a favor de seu impeachment.

Nota IBRAM

Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo.

Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios - Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando uma importante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.

Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global.

Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira.

Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o IBRAM e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.

Seu legado constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração.

Neste momento de profunda tristeza, o IBRAM manifesta solidariedade à família, amigos e colegas de jornada, agradecendo por tudo que Raul Jungmann representou para o Brasil, ao setor mineral e ao Instituto.

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