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Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF

Costa é suspeito de não seguir práticas de governança em negócios com o banco Master; ele foi afastado do cargo em novembro

Afonso Marangoni
AFONSO MARANGONI

16/04/2026 • 07:07 • Atualizado em 16/04/2026 • 07:07

Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (16) e prendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa em Brasília.

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Costa é suspeito de não seguir práticas de governança em negócios com o banco Master. A quarta fase da operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.

Os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.

Estão sendo investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

Em novembro, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, Costa foi afastado do cargo de presidente do BRB. Em janeiro, o ex-presidente da instituição prestou depoimento e revelou detalhes sobre o problema de liquidez do banco Master.

Questionado se o travamento dos repasses do Master ocorria apenas nas carteiras de renda ou em todas as modalidades de crédito, o ex-presidente do BRB foi direto: "De todas".

Essa informação foi considerada crucial para os investigadores da Polícia Federal, pois indica que a incapacidade de pagamento do Banco Master era generalizada.

Para a fiscalização do Banco Central, entretanto, o fato de o repasse de "todas as carteiras" ter sido afetado reforça a tese de que os ativos vendidos ao banco estatal — muitos deles classificados como "créditos podres" ou sem lastro — já não possuíam capacidade de gerar a liquidez prometida.

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que a falta de liquidez relatada por Paulo Henrique Costa seja o resultado direto de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões.