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FBI contradiz teorias sobre morte de Jeffrey Epstein e diz que bilionário não foi assassinado

Revisão da investigação do suicídio do empresário acusado de comandar rede de tráfico sexual de menores de idade foi ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump

Por Redação
REDAÇÃO

07/07/2025 • 08:36 • Atualizado em 07/07/2025 • 08:36

Jeffrey Epstein cometeu suicídio na cadeia

Jeffrey Epstein cometeu suicídio na cadeia

Reprodução/New York State Division of Criminal Justice Services/Handout via REUTERS

Uma revisão da investigação da morte do bilionário Jeffrey Epstein contradiz teorias que afirmam que o empresário foi assassinado na cadeia. Ele morreu em 2019, um mês após ser preso sob diversas acusações, incluindo a de comandar uma rede de tráfico sexual de menores de idade.

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A revisão, pedida pelo presidente Donald Trump ao Departamento de Justiça e ao FBI, confirma que Epstein cometeu suicídio na cela onde estava em Manhattan. A confirmação afasta teorias feitas por trumpistas e republicanos, que afirmavam que a morte era suspeita.

Segundo o site Axios, que teve acesso ao memorando, os investigadores afirmam que examinaram as imagens da cela de Epstein nas horas em que ele estava trancado na cela, até ser encontrado inconsciente. "A conclusão que Epstein morreu por suicídio é comprovada pela gravação. [...] Durante esta revisão, o FBI aprimorou as imagens relevantes aumentando seu contraste, equilibrando as cores e melhorando sua nitidez para maior clareza e visibilidade", diz o memorando.

Além da confirmação do suicídio de Epstein, o FBI e o Departamento de Justiça afirmam não terem evidências de que o bilionário teria chantageado figuras poderosas e de ter mantido uma lista de clientes.

Relembre o caso Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein se tornou conhecido por prestar consultoria financeira e por abrir um fundo de investimentos que o tornou rico. Com isso, ele passou a andar por diversos círculos da alta sociedade e conheceu políticos e celebridades.

Em 2005, uma mulher entrou em contato com a polícia e acusou Epstein de ter abusado da filha dela, que tinha 14 anos na época. Logo, as autoridades identificaram outras 36 garotas que teriam sido abusadas sexualmente por ele.

Ele foi julgado e condenado em 2008 por um tribunal da Flórida. Entretanto, ele realizou um acordo judicial controverso e ficou 13 meses preso. Em 2019, ele foi detido novamente, desta vez devido a uma investigação que identificou que ele comanda uma rede de tráfico sexual de menores de idade. Segundo o governo dos EUA, ele explorou sexualmente mais de 250 menores.

As investigações apontaram ainda que o empresário mantinha uma série de câmeras de segurança em suas propriedades para gravar os abusos e usar esse material para realizar chantagem.

Pouco tempo após sua prisão e antes de ir para julgamento, Epstein foi encontrado morto em sua cela. A morte foi classificada como um suicídio, mas a informação foi contestada pelos advogados dele e gerou uma série de especulações.

O que são os arquivos Epstein

Os arquivos são os documentos que foram reunidos durante a investigação e no qual estariam citados nomes de figuras como o ex-presidente dos EUA Bill Clinton e o príncipe Andrew, um dos filhos da rainha Elizabeth II. A divulgação destes arquivos foi uma promessa de campanha de Donald Trump, mas nenhum documento inédito foi liberado.