
Flávio Bolsonaro e Lula
Fotomontagem
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, utilizou sua passagem por Santiago para desferir duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante entrevista ao programa 24 Horas, da Televisión Nacional de Chile (TVN), o parlamentar comentou a ausência do atual mandatário brasileiro na posse de José Antonio Kast.
"Lula foi muito pequeno com essa postura, porque ele não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele", afirmou o senador. Para Flávio, a desistência da viagem, anunciada pelo Planalto na véspera do evento, foi motivada por razões puramente ideológicas.
Segundo o parlamentar, o Chile é um "importante parceiro comercial do Brasil", mas Lula teria colocado "uma questão pessoal, uma birra, rancor, em primeiro lugar" ao decidir não comparecer. O senador viajou ao país acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, a convite da equipe de Kast.
A comparação entre os líderes foi o ponto alto da entrevista. "O presidente Kast é muito maior que Lula", declarou Flávio, acrescentando que o petista "não respeita quem pensa diferente e, o tempo todo, fala com muito ódio e ressentimento no coração".
A ausência de Lula ocorreu apesar de ele ter aceito o convite pessoalmente em janeiro. Aliados sugerem que a desistência foi selada após a confirmação da presença de Flávio Bolsonaro na cerimônia. O Brasil acabou representado pelo chanceler Mauro Vieira, que deve convidar Kast para visitar o Brasil em breve.
Flávio Bolsonaro também aproveitou o espaço para falar sobre seu pai, Jair Bolsonaro, preso desde novembro. "Ele é muito forte, tem uma mente muito forte e está muito consciente do que está acontecendo no Brasil. Vamos trabalhar para tirá-lo dessa situação o quanto antes, e a justiça será feita com o presidente Bolsonaro", garantiu.
A posse de José Antonio Kast, que venceu as eleições com 58,3% dos votos, marca uma guinada à direita no Chile. O novo presidente baseia sua plataforma na repressão à imigração ilegal e na desregulamentação da economia, somando-se agora a outros quatro governos de direita na América do Sul: Argentina, Bolívia, Paraguai e Equador.
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