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Flávio Bolsonaro diz esperar Michelle em campanha: "Pensa igual a mim"

Pré-candidato afirma buscar reconciliação com ex-primeira-dama e tenta reduzir desgaste após desavença divulgada em vídeo

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 19:16 • Atualizado em 09/07/2026 • 19:17

Michelle e Flávio Bolsonaro

Michelle e Flávio Bolsonaro

Alan Santos/PR/Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (9) que está aberto a conversar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e disse aguardar o momento em que ela integrará sua campanha ao Planalto, em entrevista à CNN, após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

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Declaração após viagem aos EUA

Na entrevista, Flávio declarou que está "sempre aberto" a conversar com Michelle e que espera o tempo que ela considerar adequado para se juntar à mobilização eleitoral, "vestindo a camisa" da candidatura.

Ele afirmou ter certeza de que a ex-primeira-dama pensa igual a ele e criticou a permanência do PT na Presidência da República ao dizer que "ninguém aguenta mais quatro anos de PT".

O senador também classificou o governo Lula como "inimigo do Brasil" e defendeu que, "no final das contas", todos os aliados precisam estar juntos para combater o atual presidente.

A declaração foi dada após viagem aos Estados Unidos, onde Flávio participou de uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre supostas práticas desleais adotadas pelo Brasil no comércio internacional.

Segundo empresários brasileiros e representantes do setor privado presentes na reunião, a participação do político foi "constrangedora" e "deslocada do ambiente técnico".

Desavença pública com a ex-primeira-dama

A presença de Michelle na campanha ainda é incerta, após um episódio de desavença familiar tornado público no mês passado. Em vídeo publicado nas redes sociais, a ex-primeira-dama relatou ter sido "humilhada" pelo enteado em uma ligação telefônica e disse que ele foi "muito ríspido", a desrespeitou e a maltratou.

Michelle afirmou que, durante a conversa, Flávio declarou que seria melhor ela ficar fora das decisões do partido e argumentou que ela havia "chegado ontem" e não entendia nada de política.

Ela disse ainda que não havia feito nada contra o senador e que se sentiu injustiçada com o tom adotado na ligação.

Vídeo tem ampla repercussão

De acordo com pesquisa Meio/Ideia, a maioria dos brasileiros tomou conhecimento do vídeo em que Michelle relata o episódio.

Entre os entrevistados, 33,5% disseram ter acompanhado o caso e 24,1% relataram ter ouvido falar sobre ele.

Entre aqueles que souberam do conteúdo, 29% consideraram que as declarações da ex-primeira-dama são totalmente verdadeiras, enquanto 35% avaliaram que elas são mais verdadeiras do que falsas.

Desafio com o eleitorado feminino

O distanciamento de Michelle preocupa a pré-campanha de Flávio, que enfrenta dificuldades para ampliar sua presença junto ao eleitorado feminino.

Segundo a mesma pesquisa Meio/Ideia, em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT), o senador registra 34,2% das intenções de voto entre as mulheres, ante 50,4% atribuídos ao petista.

Na visão de integrantes da pré-campanha, os números indicam um desequilíbrio importante nesse segmento e reforçam a percepção de que a participação mais ativa da ex-primeira-dama poderia ser estratégica para tentar reduzir a vantagem do atual presidente entre eleitoras.