
Estreito de Ormuz
Reuters
Um navio pegou fogo na manhã desta segunda-feira, no horário local, no Estreito de Ormuz, próximo ao litoral de Omã, segundo alerta do Centro de Operações Marítimas de Comércio do Reino Unido, órgão das Forças Armadas britânicas.
Alerta britânico descreve incidente
O comunicado, divulgado há pouco pelo Exército britânico, relata que a embarcação se encontra em chamas e que ainda não está claro o que provocou o incêndio.
O Centro de Operações Marítimas de Comércio atua como ponto de ligação entre navios civis e forças militares na região e acompanha relatos de incidentes para orientar a navegação.
O episódio ocorre em uma das principais passagens marítimas do mundo, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, por onde trafegam navios de carga e petroleiros.
Estreito concentra fluxo global de energia
Em tempos de relativa estabilidade, cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados mundialmente passa pelo Estreito de Ormuz, o que torna qualquer incidente na área motivo de atenção para o mercado energético.
As Forças Armadas dos Estados Unidos vêm orientando navios a utilizar uma rota mais próxima de Omã para atravessar o estreito.
Tensões entre Irã e EUA afetam navegação
O Irã respondeu com ataques contra embarcações que seguem essa rota e afirma que precisa manter controle sobre a passagem marítima, que considera essencial para sua segurança e influência na região.
Essa disputa pelo controle da navegação se soma a episódios de tensão registrados nos últimos anos no Golfo Pérsico, como apreensões de petroleiros e declarações de autoridades iranianas sobre a possibilidade de fechar o estreito em resposta a sanções e pressões internacionais.
Esses fatores fazem do Estreito de Ormuz um ponto de atenção constante para governos e empresas do setor de energia, que acompanham de perto qualquer insegurança na rota.
Até agora, as autoridades britânicas informaram apenas que há um navio em chamas na área e que a causa do fogo permanece desconhecida, enquanto seguem a coleta de informações sobre o caso.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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