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Geração Z quer carteira assinada e prefere aulas presenciais, diz pesquisa

Estudo mostra que 69% dos jovens desejam um emprego formal e 81% sentem que aprendem mais com a modalidade presencial.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

08/12/2025 • 13:27 • Atualizado em 08/12/2025 • 13:36

Geração Z traz desafios para gestores e empresas

Geração Z traz desafios para gestores e empresas

Reprodução/Freepik

Uma pesquisa realizada pela Demà em parceria com a Nexus revelou que a Geração Z valoriza a estabilidade e a interação humana, contrariando estereótipos sobre a "geração digital". O levantamento aponta que 81% dos jovens entrevistados acreditam aprender mais em aulas presenciais.

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Além disso, a busca por segurança no mercado de trabalho é evidente: 69% dos indivíduos da Geração Z afirmaram que desejam um emprego formal, com a carteira de trabalho assinada.

O estudo ouviu 2.016 cidadãos com idade entre 14 e 29 anos , em todas as 27 Unidades da Federação , no período entre 14 e 20 de julho. A margem de erro da amostra é de dois pontos porcentuais , com um nível de confiança de 95%.

Abertura para a inteligência artificial e o trabalho híbrido

Apesar da valorização das formas tradicionais de ensino e emprego, a Geração Z demonstra ser pragmática em relação à tecnologia. A pesquisa indica que 84% dos jovens consideram que o conhecimento sobre Inteligência Artificial (IA) é importante para conseguir um emprego.

Ainda sobre o tema, 69% dos entrevistados veem a IA como uma grande aliada para otimizar seus estudos. Por outro lado, 24% acreditam que a Inteligência Artificial pode ser prejudicial, e 7% não souberam ou não quiseram opinar.

Em relação à preferência por regimes de trabalho, o modelo híbrido (mesclando dias presenciais e remotos) é o preferido por 48% dos jovens.

O trabalho totalmente presencial é a escolha de 39% , enquanto o modelo totalmente remoto é atrativo para apenas 11% da amostra. Apenas 29% almejam ter um trabalho informal e sem rotina. Outros 2% não souberam ou não responderam sobre as modalidades de trabalho.

Dualidade da “geração digital”

Juan Carlos Moreno, diretor da Demà, analisa a dualidade presente nos dados do estudo.

"Esses dados são fascinantes porque revelam a dualidade que define a 'geração digital' de hoje". Ele avalia que o estudo mostra "jovens pragmáticos, que abraçam a IA como uma ferramenta poderosa para a produtividade".

Ao mesmo tempo, Moreno ressalta que essa mesma geração "não abre mão da segurança de um emprego formal e da riqueza da interação humana".