
Cenário de destruição em La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos
Gaby Oraa/Reuters
Interlocutores do governo federal afirmam que o Brasil não descarta enviar novas ações de apoio à Venezuela após os terremotos que atingiram o país e avaliam que não é possível considerar encerrada a operação de ajuda humanitária.
A avaliação ocorre mesmo após a divulgação do balanço oficial e o retorno ao Brasil, na última sexta-feira, das equipes da Defesa Civil, de Corpos de Bombeiros e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que atuaram em território venezuelano.
Segundo um interlocutor ouvido pela reportagem, "não dá para afirmar que a operação humanitária terminou".
Hospital de campanha segue em operação
O Brasil foi o primeiro país a instalar um hospital de campanha na Venezuela depois dos terremotos. De acordo com integrantes do governo, a estrutura continua em funcionamento e seguirá recebendo acompanhamento das autoridades brasileiras.
Essas fontes reforçam que a orientação é auxiliar no que for necessário para que o hospital se mantenha operando e atenda a população afetada, com respaldo das áreas técnicas responsáveis pela missão.
Apoio à reconstrução das cidades
Paralelamente à frente humanitária, o governo brasileiro trabalha em uma segunda linha de atuação voltada à reconstrução das cidades prejudicadas pelos tremores. Segundo a apuração, o Ministério da Defesa, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal já abriram conversas com o governo venezuelano.
Essas discussões têm como foco estruturar formas de cooperação para a recuperação das áreas atingidas, ainda sem definição sobre o formato do apoio, que dependerá das necessidades apresentadas pelo país vizinho.
Brasil espera levantamento venezuelano
As articulações ganharam impulso após a ida do ministro da Defesa, José Múcio, à Venezuela. Conforme relataram fontes da pasta, durante a visita ficou acertado que o governo venezuelano enviará ao Brasil um levantamento com as principais demandas para a reconstrução.
No momento, o governo brasileiro aguarda esse documento para avaliar o que poderá fazer para ajudar e em quais áreas atuar. Interlocutores ressaltam que, enquanto o levantamento não chega, a orientação é seguir monitorando a situação e manter aberta a possibilidade de ampliar a cooperação com a Venezuela.
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