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Governo de SP nega demissões e diz que sindicato descumpre decisão judicial

Paralisação nas linhas 11, 12 e 13 afeta 1 milhão de passageiros; Estado amplia Paese e aciona Judiciário

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2026 • 09:22 • Atualizado em 05/08/2026 • 09:51

Sem acordo com o governo do Estado, o sindicato dos ferroviários decidem pela continuidade da paralisação

Sem acordo com o governo do Estado, o sindicato dos ferroviários decidem pela continuidade da paralisação

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Pelo segundo dia consecutivo, a greve promovida pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil prejudica cerca de 1 milhão de passageiros que dependem das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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O governo do Estado de São Paulo nega que haja demissões em curso decorrentes do processo de concessão, ao contrário do que alega a entidade categoria. A gestão estadual manifestou "absoluto repúdio" à paralisação e informou que continuará adotando medidas administrativas e judiciais para garantir a prestação do serviço público e responsabilizar os envolvidos.

Sindicato descumpre ordem judicial

De acordo com o comunicado oficial do governo de São Paulo, a justificativa apresentada pela representação dos trabalhadores para sustentar a paralisação "não é verdadeira". O governo paulista afirma que o movimento desrespeita a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. Na terça-feira (4), primeiro dia do movimento, menos de 3% dos 126 maquinistas escalados para o período da manhã compareceram aos postos.

A administração estadual rebateu as alegações do sindicato e garantiu que não existem demissões em andamento. Segundo os dados divulgados pelo poder público, dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa e os demais estão contemplados no plano de realocação que engloba o Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos.

"Ao insistir na paralisação, o sindicato evidencia que sua motivação ultrapassa qualquer reivindicação trabalhista e se concentra na defesa da reestatização de serviços concedidos, conferindo caráter eminentemente político ao movimento", diz a nota do Palácio dos Bandeirantes.

Ações de contingência para conter impactos

Para minimizar os transtornos causados aos passageiros e o reflexo no trânsito da capital paulista - que registrou 720 quilômetros de congestionamento no primeiro dia de greve -, o governo estadual ampliou o plano de contingência. O sistema Paese foi reforçado para atender as linhas afetadas e opera com 195 ônibus:

Linha 11-Coral: 95 ônibus para o trecho entre Guaianases e Estudantes;

Linha 12-Safira: 90 coletivos para o trecho entre Calmon Viana e Engenheiro Goulart;

Linha 13-Jade: 10 ônibus para o trajeto entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

O Metrô também antecipou a abertura da operação para 4h e reforçou a circulação na Linha 3-Vermelha com trens extras, manobras intermediárias e aumento do efetivo nas estações de maior movimento. A circulação na CPTM opera parcialmente: a Linha 11-Coral atende entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases; a Linha 12-Safira funciona do Brás a Engenheiro Goulart; e a Linha 13-Jade circula entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam regularmente.