
CPTM
Reprodução/Agência SP
A cidade de São Paulo enfrenta nesta quarta-feira (5) o segundo dia consecutivo de paralisação em parte da rede ferroviária. Sem consenso entre o governo estadual e os trabalhadores, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM continuam operando de forma limitada, afetando o deslocamento de cerca de 1 milhão de passageiros.
Por que a greve continua?
O ponto central do conflito é a segurança no emprego. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil exige uma garantia por escrito do governo estadual de que não haverá a demissão de cerca de 500 funcionários durante o processo de transição das linhas que serão entregues à concessionária responsável.
Embora a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirme ter reiterado o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e oferecido benefícios, como a inclusão em planos de assistência médica, a categoria alega que não houve a formalização de um documento concreto que assegure a permanência de todos os trabalhadores.
Recentemente, as três linhas em questão voltaram ao controle estatal após falhas sob a gestão da concessionária privada Trivia Trens, o que aumentou a preocupação do sindicato sobre a estabilidade dos ferroviários.
Como fica o rodízio de veículos?
Para tentar amenizar os impactos da paralisação no trânsito, a prefeitura decidiu suspender o rodízio municipal de veículos nesta quarta-feira. A liberação vale para os dois períodos críticos: das 7h às 10h e das 17h às 20h.
No entanto, é importante ressaltar que as demais restrições na cidade seguem valendo, incluindo:
- Rodízio de veículos pesados (caminhões);
- Zonas de Máxima Restrição (ZMRC e ZMRF);
- Faixas exclusivas de ônibus, que não podem ser utilizadas por automóveis.
O que não é afetado pela greve?
Apesar da paralisação nas linhas da Zona Central, o restante do sistema de transporte sobre trilhos opera normalmente:
- Metrô: Toda a rede funciona sem alterações;
- CPTM: As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam regularmente.
Nas linhas em greve (11, 12 e 13), há uma determinação judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que o sindicato mantenha uma frota mínima de 80% nos horários de pico e 60% nos demais horários. O descumprimento dessa ordem implica em uma multa diária de R$ 400 mil.
Próximos passos
O impasse ainda não tem data para acabar, mas uma nova assembleia geral dos ferroviários está convocada para esta quarta-feira, às 17h. No encontro, os trabalhadores devem reavaliar os resultados de possíveis novas negociações e decidir se mantêm ou encerram o movimento.
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