Band Jornalismo

Sem acordo, ferroviários de SP decidem manter greve na CPTM pelo 2º dia

Prefeitura de São Paulo também decidiu suspender rodízio municipal novamente

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 19:51 • Atualizado em 04/08/2026 • 20:52

CPTM

CPTM

Reprodução/Agência SP

Em assembleia realizada no início da noite desta terça-feira (4), os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram manter a greve que afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens de São Paulo. A decisão ocorre após tentativa frustrada de negociação com o governo estadual.

Compartilhar

Com isso, o paulistano pode ter mais um dia de caos no trânsito e no transporte, já que a paralisação já afetou a região metropolitana nesta terça-feira. Para mitigar o caos no transporte, a prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos durante todo o dia e já anunciou que ele seguirá suspenso na quarta.

O ponto central do conflito é a exigência de uma garantia por escrito de que não haverá demissões durante o processo de transição das linhas. Segundo a categoria, cerca de 500 funcionários correm o risco de perder seus postos de trabalho com a devolução da administração das três linhas para a concessionária responsável.

Embora a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirme ter reiterado o compromisso com a preservação dos empregos e oferecido benefícios como a inclusão no Instituto de Assistência Médica ao Servidor, o sindicato alega que não houve formalização de um documento concreto que assegure a permanência de todos os trabalhadores.

Impactos e determinação judicial

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que o sindicato opere com uma frota mínima de 80% nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil em caso de descumprimento.

Enquanto as linhas operadas pelo sindicato da Zona Central do Brasil seguem paralisadas, as demais linhas da CPTM (7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa) e todo o sistema do Metrô funcionam normalmente.

Próximos passos

Os ferroviários afirmam que permanecem abertos ao diálogo, mas condicionam o fim do movimento à formalização do compromisso de preservação dos empregos por parte do governo. Uma nova assembleia geral foi convocada para esta quarta-feira (5), às 17h, para reavaliar os rumos da paralisação e os resultados de eventuais novas conversas.

Recentemente, as linhas em greve voltaram ao controle estatal após falhas operacionais graves registradas sob a gestão da concessionária privada Trivia Trens, o que intensificou o debate sobre a segurança jurídica e a gestão pública do sistema ferroviário paulista