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SP suspende rodízio pelo segundo dia seguido devido à greve na CPTM

Ferroviários decidiram manter paralisação em três linhas de trem da região metropolitana

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 20:37 • Atualizado em 04/08/2026 • 20:37

SP suspende rodízio pelo segundo dia seguido devido à greve na CPTM

SP suspende rodízio pelo segundo dia seguido devido à greve na CPTM

Rovena Rosa/Agência Brasil

A cidade de São Paulo terá o rodízio municipal de veículos suspenso pelo segundo dia seguido, nesta quarta-feira (5). A decisão, anunciada pela prefeitura é uma resposta à manutenção da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que paralisou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

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Assim como já aconteceu nesta terça-feira (4), a liberação do rodízio para carros valerá para os dois períodos críticos do trânsito paulistano: das 7h às 10h e das 17h às 20h. O objetivo da medida é tentar amenizar os impactos no deslocamento dos passageiros que dependem das linhas ferroviárias afetadas.

Apesar da liberação para carros de passeio, a prefeitura reforça que as demais restrições da cidade seguem vigentes, incluindo:

  • Rodízio de veículos pesados (caminhões);
  • Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC);
  • Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF);
  • Faixas exclusivas de ônibus (que não serão liberadas para automóveis).

O impasse na CPTM

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu manter o movimento após uma rodada de negociações nesta terça-feira (4) terminar sem acordo. A categoria exige uma garantia por escrito contra a demissão de cerca de 500 funcionários durante o processo de transição das linhas.

Embora o governo do estado afirme ter reiterado o compromisso com os empregos e oferecido benefícios, o sindicato alega que não houve formalização concreta do documento.

Para esta quarta-feira, permanece a ordem do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que o sindicato opere com uma frota mínima de 80% nos horários de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 400 mil.

Enquanto o impasse persiste nas linhas da Zona Central, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, assim como toda a rede do Metrô, funcionam normalmente. Uma nova assembleia geral dos ferroviários está convocada para esta quarta-feira (5), às 17h, para reavaliar o movimento