Band Jornalismo

Governo Lula deverá ter “reforma ministerial” por conta das eleições

Para garantir a continuidade das políticas públicas, a tendência é que secretários-executivos assumam os postos vagos

Da redação
DA REDAÇÃO

07/01/2026 • 07:42 • Atualizado em 07/01/2026 • 07:42

Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios

José Cruz/Agência Brasil

Resumo

Comunicação da saída do ministro Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública e previsão de reforma ministerial pelo presidente Lula devido às eleições.

Possibilidade de saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda em fevereiro e de outros ministros até abril, incluindo Gleisi Hoffmann, Camilo Santana, Renan Filho, Anielle Franco, Marina Silva, Alexandre Silveira, Carlos Fávaro, Silvio Costa Filho, Rui Costa e André Fufuca para disputar cargos eletivos.

Tendência de secretários-executivos assumirem ministérios vagos, com Dario Durigan cotado para a Fazenda, e centralidade do vice-presidente Geraldo Alckmin nas articulações políticas, incluindo reuniões para definição de seu destino e o de Haddad.

Após o ministro Ricardo Lewandowski comunicar a equipe do Ministério da Justiça e Segurança Pública que deixará o comando da pasta, o presidente Lula deverá ter que fazer a reforma ministerial por conta das eleições.

Compartilhar

Além de Lewandowski, outro nome que deve deixar o governo em fevereiro é Fernando Haddad. A informação foi apurada pela jornalista Mônica Bergamo, da BandNews FM.

Porém, outros nomes devem deixar suas pastas até abril para poderem concorrer.

Entre os nomes que devem deixar os ministérios estão:

  • Gleisi Hoffmann – Ministério das Relações Institucionais
  • Camilo Santana – Ministério da Educação
  • Renan Filho – Ministério dos Transportes
  • Anielle Franco (Igualdade Racial)
  • Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima)
  • Alexandre Silveira (Minas e Energia)
  • Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária)
  • Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos)
  • Rui Costa (Casa Civil)
  • André Fufuca (Esporte)
  • Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria E Comércio)
  • Márcio França (Empreendedorismo)

Nomes cotados para a sucessão e novas candidaturas

Para garantir a continuidade das políticas públicas, a tendência é que secretários-executivos assumam os postos vagos. No caso do Ministério da Fazenda, o nome mais forte para substituir Haddad é o de Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta.

Situação semelhante deve ocorrer em outros ministérios, onde a equipe técnica deve subir um degrau na hierarquia enquanto os titulares focam nas urnas.

Outra figura central nesse processo é o vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Alckmin é peça-chave no tabuleiro político, sendo cotado tanto para a reeleição como vice na chapa de Lula quanto para uma possível disputa ao governo de São Paulo.

A definição oficial sobre o destino de Alckmin e Haddad deve ocorrer após reuniões agendadas para este mês.