
Atividade física na gravidez reduz o risco de diabetes gestacional e depressão pós-parto
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Uma dúvida que aparece com frequência nas buscas do Google quando o assunto é exercício físico é: grávida pode fazer academia? Apesar da insegurança de muitas mulheres, a resposta, para a maioria dos casos, é sim, com benefícios para a mãe e o bebê. Desde que haja acompanhamento médico e de um educador físico, o exercício pode e deve fazer parte da rotina da gestação.
De acordo com diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), a atividade física é considerada segura e altamente recomendada para gestantes sem contraindicações médicas. A orientação é acumular pelo menos 150 minutos por semana de exercício aeróbico de intensidade moderada, distribuídos em três ou mais dias.
Na prática, isso significa que a gestante pode, sim, frequentar a academia e realizar atividades como:
- Caminhada em esteira
- Musculação leve a moderada
- Natação e hidroginástica
- Yoga e Pilates
Os exercícios aquáticos são especialmente indicados, pois ajudam a dissipar o calor corporal e reduzem a sobrecarga sobre as articulações. Já o fortalecimento do assoalho pélvico, com movimentos como os do Pilates, ajuda a reduzir a incontinência urinária e pode até encurtar o tempo de trabalho de parto.Já modalidades com alto risco de queda ou impacto, como esportes de contato, equitação, ciclismo off-road e mergulho em profundidade, devem ser evitadas durante a gestação!
Por que o exercício é tão importante na gravidez?
A prática regular funciona como uma verdadeira “poupança de saúde”: exige disciplina ao longo dos meses, mas rende proteção duradoura para a mãe e o bebê. Entre os principais benefícios estão:
- Melhor controle do peso;
- Redução de dores nas costas;
- Melhora do sono e do humor;
- Redução de até 50% do risco de diabetes gestacional;
- Redução de até 40% do risco de pré-eclâmpsia e hipertensão.
Além disso, o exercício ajuda a prevenir e tratar sintomas de depressão gestacional e pós-parto.
Atenção aos sinais de alerta
Apesar dos benefícios, alguns cuidados são essenciais. A atividade deve ser interrompida imediatamente e a gestante deve procurar assistência médica caso surja qualquer um dos sintomas a seguir:
- Sangramento vaginal ou perda de líquido;
- Tontura ou falta de ar intensa;
- Palpitações;
- Redução dos movimentos do bebê;
- Dor de cabeça forte ou inchaço súbito.
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