
Donald Trump
Vincent Thian/Pool via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o tom nesta quarta-feira (21) ao comentar o interesse norte-americano na aquisição da Groenlândia. O republicano afirmou que o primeiro-ministro da ilha autônoma, Jens-Frederik Nielsen, teria que recusar uma proposta de acordo "na sua frente".
A declaração ocorreu ao ser questionado por jornalistas sobre uma possível negativa por parte das autoridades locais. "Eu ainda não liguei para ele [Nielsen]. Ele teria que recusar o acordo na minha frente", declarou o mandatário.
Negociações e valores em mente
Embora tenha descartado o uso de força militar para adquirir o território no Ártico, Trump confirmou que a transação financeira é uma possibilidade real em seus planos. Indagado se existiria um preço definido para a compra, o presidente confirmou que já possui números estabelecidos para as futuras conversas.
"Tenho em mente", resumiu o presidente ao ser interpelado sobre os valores que poderiam compor a mesa de negociação pela ilha.
Articulação com a Otan e Conselho de Paz
A agenda de Trump nesta quarta-feira inclui compromissos diplomáticos estratégicos para tratar do tema. O presidente informou que se reunirá ainda hoje com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, e que a Groenlândia será a pauta central do encontro.
Além das questões no Ártico, o presidente norte-americano abordou temas do Oriente Médio. Ele anunciou que discutirá o chamado "Conselho de Paz" sobre Gaza nesta quinta-feira (22).
O projeto ganhou fôlego após um comunicado conjunto emitido nesta quarta-feira, no qual Israel, Arábia Saudita, Catar e Jordânia confirmaram a adesão ao conselho que o republicano pretende criar na região.
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