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Haddad diz que Claudio Castro deveria acordar para problema dos combustíveis no crime

Para o ministro, não é possível combater o crime apenas na base

ESTADÃO CONTEÚDO

29/10/2025 • 09:56 • Atualizado em 29/10/2025 • 10:06

Reprodução/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (29) que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tem se omitido no combate ao contrabando de combustíveis, prática que, segundo ele, financia o crime organizado no estado.

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“O governo do Rio tem feito praticamente nada em relação ao contrabando de combustível, que é como se irriga o crime organizado. Para atingir o andar de cima, que é quem tem o dinheiro e abastece as milícias, é preciso cortar essa fonte de recursos”, disse Haddad.

As declarações foram dadas a jornalistas na entrada do Ministério da Fazenda, em resposta às críticas de Castro à atuação da União no enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas. O governador liderou, na terça-feira (28), a Operação Contenção, considerada a mais letal da história do Estado, com 64 mortos, sendo quatro policiais e 60 suspeitos. Mais corpos foram encontrados nesta quarta, e o número oficial de vítimas pode aumentar.

Haddad reiterou que o contrabando e a fraude tributária no setor de combustíveis são as principais fontes de financiamento das facções.

“Todo mundo sabe que o dinheiro no Rio vem do contrabando de combustível, da fraude tributária, da simulação de refino e da distribuição de combustível adulterado. O governador precisa acordar para esse problema crônico e ajudar a Receita Federal a combater o andar de cima”, afirmou.

Para o ministro, não é possível combater o crime apenas na base, sem atingir as fontes de renda que sustentam as organizações criminosas.