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Hamas concorda com partes do plano de Trump para Gaza e busca negociações

Grupo anunciou que concorda em libertar todos os reféns e também em abrir mão do poder na Faixa de Gaza

Da redação com DW
DA REDAÇÃO COM DW

03/10/2025 • 17:18 • Atualizado em 03/10/2025 • 18:00

Hamas concorda com partes do plano de Trump

Hamas concorda com partes do plano de Trump

Reuters

Resumo

Libertação de reféns: O Hamas concordou em libertar todos os reféns israelenses, vivos e mortos, conforme delineado na proposta de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, que também inclui a transferência do poder em Gaza para um órgão palestino independente.

Ultimato de Trump: O presidente Trump estabeleceu um ultimato para o Hamas aceitar o plano de paz até o próximo domingo, sob pena de enfrentar consequências severas. O plano, endossado por líderes globais e apresentado na Assembleia Geral da ONU, exige a desmilitarização de Gaza e contempla futuras negociações para um Estado palestino.

Negociações e condições: O Hamas expressou disposição para negociar imediatamente os detalhes do acordo através de mediadores, mas ressaltou que questões relativas ao futuro de Gaza e os direitos dos palestinos ainda exigem discussão dentro de uma estrutura palestina unificada, com suporte internacional.

O Hamas anunciou nesta sexta-feira (03) que aceita libertar todos os reféns israelenses sob os termos expressos no plano de paz do presidente dos EUA, Donald Trump. Além da libertação dos reféns, aceita também abrir mão do poder na Faixa de Gaza. No entanto, afirmou que alguns outros elementos exigem novas negociações.

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O grupo afirmou estar disposto a "libertar todos os prisioneiros israelenses – tanto os vivos, quanto os restos mortais – de acordo com a fórmula de troca delineada na proposta do presidente Trump".

"O Hamas afirma sua prontidão para entrar imediatamente, por meio de mediadores, em negociações para discutir os detalhes", ressaltou.

A organização também "reitera sua aprovação em entregar a administração da Faixa de Gaza a um órgão palestino de independentes (tecnocratas), com base no consenso nacional e com apoio árabe e islâmico".

Em relação às outras questões levantadas na proposta de Trump sobre o futuro de Gaza e os direitos fundamentais do povo palestino, "estas permanecem vinculadas a uma posição nacional coletiva, enraizada em leis e resoluções internacionais, a serem abordadas dentro de uma estrutura palestina unificada – na qual o Hamas participará e contribuirá com total responsabilidade", escreveu o grupo.

Ultimato de Trump

O anúncio foi divulgado no mesmo dia em que Trump deu um ultimato, concedendo ao Hamas um prazo até o próximo domingo, às 18h no horário de Washington (19h em Brasília), para aceitar o plano de paz proposto por Washington para a Faixa de Gaza.

O presidente americano alertou que, caso contrário, "o inferno se abaterá como nunca antes" sobre o grupo islâmico palestino – que é considerado uma organização terrorista pela UE e os EUA, entre outros países.

Trump havia apresentado seu plano de paz inicialmente a líderes e autoridades de Egito, Indonésia, Jordânia, Arábia Saudita, Turquia, Paquistão, Catar e Emirados Árabes Unidos, à margem da Assembleia Geral da ONU na semana passada.

Os mediadores Catar e Egito compartilharam o plano de 20 pontos com o Hamas na noite de segunda-feira, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, compareceu ao lado de Trump na Casa Branca e endossou o documento, dizendo que ele atendia aos objetivos de guerra de Israel.

Trump exigiu que o Hamas aceite o plano e "liberte todos os reféns, incluindo os corpos dos mortos, já". Na terça-feira passada, Trump disse que o grupo tinha "três ou quatro dias" para responder.

O plano também prevê a desmilitarização da Faixa de Gaza e a possibilidade de negociação de um Estado palestino no futuro, algo que Netanyahu, no entanto, descartou.

md (EFE, AFP, Reuters, AP, DPA)