
Agentes do ICE interrompem abordagens de trânsito após assassinato de imigrante colombiano no Maine
REUTERS
O Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE) instruiu agentes nesta terça-feira (14) para interromperem temporariamente as abordagens de trânsito. A orientação surgiu depois de dois imigrantes serem mortos a tiros por agentes, num intervalo de seis dias de diferença. Os casos aconteceram nos estados do Texas e Maine.
Para a Reuters, um porta-voz do ICE definiu que a organização está "sempre avaliando nossos procedimentos para manter nossos oficiais seguros e os criminosos fora de nossas ruas"." Não divulgaremos nem discutiremos táticas de aplicação da lei", acrescentou. "A orientação foi enviada para todo o país a partir do QG do ICE: nenhuma interação com veículos de forma alguma", disse um ex-agente ao Washington Post.
As dúvidas cada vez maiores sobre esses episódios colocaram as táticas agressivas do ICE novamente sob a mira da opinião pública, levando parlamentares, especialistas em segurança e ex-integrantes da imigração federal a exigir que o órgão revise seus treinamentos e protocolos para o uso da força.
Mortes de imigrantes interromperam abordagens de trânsito nos EUA
A decisão acontece um dia depois de um oficial do ICE matar a tiros um motorista na cidade de Biddeford, a 20 km de Portland. O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, em inglês) divulgou um comunicado quase 12 horas depois do tiroteio e afirmou que o agente abriu fogo "temendo pela segurança pública", após o motorista supostamente tentar fugir da abordagem.
Organizações de direitos humanos afirmam que a vítima, que tinha visto de trabalho e situação regular no país, tinha 26 anos. Moradores protestaram nesta segunda-feira (11) para exigir uma investigação. Há novas manifestações previstas para hoje.
Na semana passada, um imigrante mexicano também morreu em Houston, no Texas, após ser baleado durante uma blitz. As duas mortes elevaram o número de pessoas morta a tiros em operações de fiscalização de imigração: desde janeiro de 2025, foram sete assassinatos. O período condiz com o início do segundo mandato do presidente Donald Trump, que prometeu fazer vista grossa contra imigrantes e campanhas de deportação em massa.
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