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Internacional

Invasão dos EUA à Groenlândia deixaria Putin ‘feliz’, diz premiê da Espanha

Declaração de Pedro Sánchez acontece um dia após Donald Trump anunciar que passará a taxar mercadorias da Dinamarca e de outros sete países europeus a partir de fevereiro

3 min

18/01/2026 09:43 • Atualizado há 279 dias

Invasão dos EUA à Groenlândia deixaria Putin ‘feliz’, diz premiê da Espanha

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou que uma invasão dos Estados Unidos à Groenlândia faria do presidente da Rússia, Vladimir Putin, “o homem mais feliz do mundo”.

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Declaração de Sánchez acontece um dia após Donald Trump anunciar que passará a taxar mercadorias da Dinamarca e de outros sete países europeus a partir de fevereiro de 2026. A medida visa pressionar um acordo para a compra "completa e total" da Groenlândia.

“Se nos concentrarmos na Groenlândia, devo dizer que uma invasão americana a esse território faria de Vladimir Putin o homem mais feliz do mundo. Por quê? Porque legitimaria sua tentativa de invasão da Ucrânia”, declarou o primeiro-ministro espanhol em entrevista ao jornal La Vanguardia.

Segundo Pedro Sánchez, se os Estados Unidos recorressem à força, “isso seria o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)” e Putin ficaria “duplamente feliz”.

“Se os EUA têm preocupações legítimas com a segurança no Ártico, isso deve ser levado ao Conselho do Atlântico Norte da Otan. Diante dessa situação, a Europa precisa avançar em seu processo de integração e se equipar com uma defesa realmente comum. E para isso, não precisamos do acordo unânime de todos os 27 Estados-membros”, destacou Sánchez.

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UE convoca reunião de emergência

A União Europeia convocou uma reunião de emergência de embaixadores para este domingo (18) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas a países europeus caso não haja acordo para a compra da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, segundo a agência Reuters.

O encontro reunirá representantes dos 27 países do bloco em Bruxelas e foi solicitado por Chipre, que exerce a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. A intenção é definir uma resposta conjunta às declarações de Trump, que condicionou a política comercial americana a concessões territoriais envolvendo a ilha no Ártico.

Groenlândia: Trump ameaça países da Europa

Trump afirmou que pretende aplicar tarifas de 10% sobre produtos importados de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia a partir de 1º de fevereiro. O presidente americano disse ainda que a alíquota pode subir para 25% em 1º de junho caso não haja avanço nas negociações para a aquisição da Groenlândia.

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Trump declarou que as tarifas permanecerão em vigor “até que um acordo completo e total seja fechado”, vinculando explicitamente a política comercial à soberania sobre o território. A proposta foi rejeitada pelo governo dinamarquês e por autoridades da União Europeia.

Diplomatas europeus ouvidos pela Reuters classificaram a ameaça como uma forma de coerção política e alertaram que a imposição de tarifas pode provocar retaliações e comprometer a relação comercial entre os dois lados do Atlântico. A União Europeia é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.

UE está preparada para defender seus interesses

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco está preparado para defender seus interesses econômicos e sua soberania. Já a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse que o uso de tarifas como instrumento de pressão desvia o foco de desafios globais compartilhados, como a guerra na Ucrânia, segundo a Reuters.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “nenhuma forma de intimidação” mudará a posição da Europa em relação à Groenlândia, de acordo com o Guardian. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também criticou as declarações de Trump e disse que o futuro do território cabe exclusivamente à população local e à Dinamarca.

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