
Irã e EUA
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
O Irã advertiu os Estados Unidos nesta terça-feira (19) para que não cometam outro "erro de cálculo", afirmando que suas Forças Armadas estão com o "dedo no gatilho" para responder de maneira "rápida, firme e poderosa" a qualquer nova agressão, depois que Donald Trump disse ter adiado novos ataques contra a nação persa, que estariam programados para esta terça.
"Advertimos, por meio deste, os Estados Unidos e seus aliados para que não cometam outro erro estratégico ou erro de cálculo", alertou o major-general Ali Abdolahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária.
O alto oficial militar sustentou que a República Islâmica e suas Forças Armadas se encontram em um estado de prontidão militar elevada em comparação ao passado, e prometeu uma resposta "rápida, decisiva, poderosa e abrangente" a qualquer novo ato de agressão contra o país.
Suas declarações ocorreram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira ter adiado, por "um curto período de tempo", um ataque ao Irã programado para esta terça-feira, a fim de abrir espaço para negociações, atendendo a pedidos de seus aliados árabes para postergá-lo em "dois ou três dias".
"A Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros me perguntaram se poderíamos adiá-lo por dois ou três dias – um curto período –porque acreditam estar muito próximos de chegar a um acordo", declarou.
Na Truth Social, Trump advertiu que, apesar do adiamento, ordenou aos comandantes militares que permaneçam "preparados para um ataque em grande escala ao Irã a qualquer momento caso não se chegue a um acordo aceitável".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Bagaei, afirmou na segunda-feira que as negociações de paz com os Estados Unidos estão em curso por meio da troca de propostas via Paquistão, e que Teerã havia entregado sua resposta às últimas considerações de Washington.
As negociações entre Washington e Teerã para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel não registraram progresso desde seu início, em 11 de abril, em Islamabad, devido a divergências, particularmente no que tange ao programa nuclear iraniano e à situação no Estreito de Ormuz.
md/as (Efe, AFP)
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