O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou nesta quinta-feira (18) imagens de um memorando de entendimento assinado por ele e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estabelece diretrizes para encerrar a guerra entre os dois países.
Em publicação na rede social X, Pezeshkian chamou o texto de "um documento histórico" e disse que ele representa "uma mensagem de um Irã forte". Segundo o presidente iraniano, "a paz será alcançada à sombra do respeito mútuo" entre Teerã e Washington.
O líder iraniano também reforçou o compromisso de seu governo com a cooperação internacional. Ele escreveu que a República Islâmica "sempre esteve comprometida e dedicada à paz global, preservando sua dignidade e independência, bem como ao progresso e à cooperação regional".
Pezeshkian acrescentou que o texto reflete "a voz de uma nação que não negociou sua dignidade e independência diante de qualquer ameaça ou pressão". Para ele, "o que foi registrado hoje é o resultado da resistência nacional, da racionalidade política e da diplomacia responsável".
Com a divulgação das imagens, o governo iraniano procura reforçar a narrativa de que chegou ao entendimento sem abrir mão de princípios considerados essenciais por Teerã, como soberania e autonomia em sua política externa.
O que diz o documento
As fotos publicadas pelo presidente mostram versões do memorando em persa e em inglês, com campos de assinatura atribuídos aos representantes dos governos iraniano e americano e ao mediador do acordo.
O texto prevê cessar-fogo imediato entre as forças dos dois países, a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação comercial e militar, negociações sobre o programa nuclear iraniano e o alívio gradual das sanções impostas pelos Estados Unidos, entre outras medidas.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo e há anos figura no centro das tensões entre Teerã e Washington. O fechamento ou bloqueio da passagem afeta diretamente o comércio global de energia e aumenta o risco de confrontos militares na região do Golfo.
As relações entre Irã e Estados Unidos são marcadas por décadas de desconfiança, sanções econômicas e disputas em conflitos regionais. A assinatura do memorando é apresentada por Teerã como uma tentativa de inaugurar uma nova fase nas relações bilaterais, ainda que os detalhes de implementação dependam de negociações posteriores.
Repercussão e próximos passos
Mais cedo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o acordo "entrará em vigor com efeito imediato" após a assinatura pelas duas partes.
A Casa Branca informou que Trump assinou o memorando durante visita ao Palácio de Versalhes, na França, e confirmou que o presidente americano endossou o conteúdo do documento.
Apesar da divulgação do texto por Pezeshkian, ainda permanecem dúvidas sobre a realização de uma cerimônia formal de assinatura prevista para sexta-feira, na Suíça. Até o momento, nem Teerã nem Washington detalharam se o evento será mantido, adiado ou substituído por outro formato de oficialização do acordo.
Também não foram divulgados até agora mecanismos de verificação e fiscalização do cumprimento das cláusulas, nem eventuais consequências em caso de descumprimento.
Pezeshkian acrescentou que o documento reflete "a voz de uma nação que não negociou sua dignidade e independência diante de qualquer ameaça ou pressão". Segundo ele, "o que foi registrado hoje é o resultado da resistência nacional, da racionalidade política e da diplomacia responsável".
As imagens divulgadas mostram versões do memorando em persa e em inglês, com campos de assinatura atribuídos a representantes dos governos iraniano e americano e ao mediador do acordo. O texto prevê cessar-fogo imediato, reabertura do Estreito de Ormuz, negociações sobre o programa nuclear iraniano e alívio gradual de sanções dos EUA, entre outras medidas.
Mais cedo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o acordo "entrará em vigor com efeito imediato" após a assinatura pelas duas partes. A Casa Branca também informou que Trump assinou o memorando durante visita ao Palácio de Versalhes, na França. Apesar da divulgação do documento por Pezeshkian, ainda permanecem dúvidas sobre a realização de uma cerimônia formal de assinatura prevista para sexta-feira, na Suíça.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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