
Estreito de Ormuz
REUTERS/Stringer
O Irã firmou nesta quinta-feira (23) ter recebido as primeiras receitas oriundas dos pedágios que vem sendo cobrado das embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz.
Inicialmente, a taxa tinha sido imposta por Teerã. Ainda não há detalhes sobre o mecanismo de cobrança ou valores do pedágio a navios.
De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, o vice-presidente do Parlamento, Hamidreza Haji Babaei, confirmou o recebimento no pedágio. O anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
As primeiras receitas das taxas de trânsito no Estreito de Ormuz foram depositadas na conta do Banco Central.
A suposta cobrança de pedágio do Irã já tinha sido criticada anteriormente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que petroleiros possam atravessar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Mais cedo, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, afirmou nque um cessar-fogo completo só tem sentido "se não for violado pelo cerco marítimo e pelo sequestro da economia mundial". Em publicação no X, ele também destacou que a trégua total precisa que a "beligerância dos sionistas" em todos os fronts seja interrompida.
Sem deixar claro se tratava sobre EUA ou Israel, Ghalibaf disse que os inimigos não alcançaram seus objetivos com a agressão militar e nem o alcançarão com intimidação. "O único caminho é aceitar os direitos da nação iraniana", concluiu.
Prorrogação cessar-fogo
Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. O prazo terminaria na quarta-feira (22) e havia grande expectativa para uma nova rodada de negociações, que ainda não ocorreu.
Em suas redes sociais, Trump afirmou que prorrogará o cessar-fogo “até que uma nova proposta de paz seja apresentada pelo Irã e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra." Nesse período, ele manterá o bloqueio naval na região.
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