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Irã percebeu que pode tirar vantagem da pressa de Trump, diz professor

Pressa americana citada pelo professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, em entrevista à BandNews TV, é a eleição de meio de mandato em novembro

Da redação
DA REDAÇÃO

25/05/2026 • 13:52 • Atualizado em 25/05/2026 • 14:17

O professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, afirmou em entrevista à BandNews TV, nesta segunda-feira (25), que o Irã percebeu que pode tirar vantagem da pressa dos Estados Unidos.

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As autoridades americanas dizem que as tratativas para um acordo de paz duradouro no Oriente Médio avançaram. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que pode haver um anúncio sobre um acordo fechado ainda nesta segunda-feira (25). Por outro lado, a diplomacia iraniana fala em progresso nas conversas, mas diz que a assinatura de um acordo não será iminente.

“Apesar do presidente Trump garantir, com todas as letras, que o ‘tempo está do nosso lado’, todo mundo sabe que o que o presidente fala não dá para tomar pelo valor de face; há sempre um desconto. É exatamente o contrário. O que acontece é que há um tempo político para o presidente norte-americano: ele não pode sair da guerra no Irã completamente derrotado”, disse Trevisan à BandNews TV.

“Qual é a única saída, a salvação? Ele dizer que aquilo pelo que fez a guerra no Irã foi alcançado: o Irã parar de ter um programa nuclerar. O Irã percebeu isso, o quanto pode tirar vantagem da pressa americana. Por que essa pressa americana? As eleições (de meio de mandato) em novembro”, acrescentou.

Segundo Leonardo Trevisan, Donald Trump não pode chegar para o eleitor, que está pagando pela gasolina mais cara e inflação de 3,8% em abril, e dizer que a guerra não serviu de nada. “Ele precisa de uma desculpa”.

“A desculpa é o programa nuclear que ele vai frear, e o Irã está jogando nisso. Teerã diz: ‘Fechar Ormuz, reabrir, tudo é ajeitado, 60 dias para a gente dar uma resposta sobre o programa nuclear’. O Trump põe a mão na cabeça, 60 dias é arriscado, vai estar muito perto da eleição, a gasolina pode ter subido mais. Na prática, o resultado de tudo isso é que, agora, quem tem pressa é Trump - e o Irã percebeu essa realidade”, finalizou.

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