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Irã rejeita 2ª rodada de negociações com EUA e cita 'exigências excessivas'

Agência estatal iraniana fez afirmação pouco depois de Trump confirmar seus negociadores

Da redação
DA REDAÇÃO

19/04/2026 • 16:01 • Atualizado em 19/04/2026 • 16:01

Estreito de Ormuz tem um papel central no comércio de petróleo

Estreito de Ormuz tem um papel central no comércio de petróleo

Reprodução

O Irã afirmou neste domingo (19) que não participará da segunda rodada de negociações com representantes dos Estados Unidos, para colocar fim à guerra iniciada há quase dois meses. O encontro está previsto para acontecer na segunda-feira (20), dois dias antes do prazo para encerrar o cessar-fogo negociado entre os dois países.

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“O Irã rejeitou participar da segunda rodada de negociações com os EUA”, afirmou a agência Irna, que justificou a decisão pelas "exigências excessivas de Washington, expectativas irreais, mudanças constantes de posição, contradições repetidas o bloqueio naval em curso, que considera uma violação do cessar-fogo”.

A publicação acontece após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que representantes do seu país viajarão para Islamabad, no Paquistão, para as negociações. Ele também ameaçou destruir “todas as usinas de energia e pontes” do Irã, caso não aceite um acordo com Washington.

A declaração marca uma nova escalada no tom adotado pelo governo americano em meio à crise no Estreito de Ormuz. O Irã anunciou, no sábado (18), que fecharia o estreito e atirou contra cargueiros, uma vez que o governo americano manteve os bloqueios aos seus portos, mesmo com o cessar-fogo em vigor.

Em tom mais agressivo, Trump declarou: “Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que aceitem. Porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão eliminar cada usina de energia e cada ponte no Irã. Chega de ser bonzinho”.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, por onde passa 20% de toda produção de petróleo do mundo. Localizado no Oriente Médio, ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como única saída para o Mar Arábico e, consequentemente, para o Oceano Índico.

Desde o início do conflito na região, em 28 de fevereiro, com o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã, ele tem sido uma peça central nas preocupações e negociações entre Estados Unidos e Irã. EUA chegou a pedir apoio de países europeus para liberar o estreito, mas não teve sucesso.

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