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Iranianos saem às ruas em protesto contra ameaças de Trump; veja vídeo

Presidente americano disse que "uma civilização inteira morrerá esta noite"

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 17:59 • Atualizado em 07/04/2026 • 17:59

Milhares de iranianos saíram nas ruas de Teerã, capital do país, nesta terça-feira (7), para protestar contra as ameaças do presidente americano Donald Trump. Vídeos publicados pela agência iraniana Fars mostram a manifestação da população.

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Cordões de civis iranianos foram formados em vários pontos, inclusive usinas dessalinização, já que o país do Oriente Médio depende de água do mar para abastecer a população.

Mais cedo, Trump publicou uma ameaça ao Irã afirmando que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada". A declaração faz referência ao prazo final estabelecido por Washington para que Teerã feche um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, que se encerra às 21h (horário de Brasília).

Horas antes do término desse prazo, autoridades iranianas convocaram a população, especialmente jovens, a formar correntes humanas para proteger usinas de energia, consideradas infraestruturas estratégicas.

Em uma mensagem em vídeo, Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, pediu a mobilização de "jovens, atletas, artistas, estudantes, universitários e professores".

As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também publicou no X que 14 milhões de iranianos responderam às campanhas da mídia estatal e de mensagens de texto que incentivavam as pessoas a se voluntariarem para lutar.

Masoud anunciou que seus cidadãos estão "prontos para morrer" pelo país e emitiu um alerta para que a população evite o uso de trens.

Alguns países, como o Catar, Emirados Arabes Unidos e Bahrein, informaram que foram atingidos por drones que saíram do Irã. Outros países da região dizem que interceptaram os dispositivos.

Adiamento de prazo

A Casa Branca informou que negocia um possível adiamento do prazo estipulado pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump ao Irã.

Mais cedo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu que o presidente dos EUA adie o prazo final para as negociações de paz com o Irã por mais duas semanas, em publicação em uma rede social.

Com Estadão Conteúdo