As horas estão se esgotando e a tensão no Oriente Médio atinge seu ponto mais crítico nesta terça-feira. O prazo final estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite os termos de liberação para navios comerciais no Estreito de Ormuz termina precisamente às 21h, no horário de Brasília (20h em Washington e Nova York). A pergunta que ecoa em todas as chancelarias do mundo é se, desta vez, as ameaças se concretizarão.
Após adiar o ultimato em ocasiões anteriores, Trump prometeu "destruir completamente o Irã", com ataques diretos à infraestrutura do país persa, caso suas exigências não sejam atendidas. A retórica agressiva de Washington, no entanto, não encontrou eco em Teerã. Até o momento, não há qualquer sinal de que o governo iraniano cederá à pressão. Pelo contrário, a resposta tem sido de desafio e preparação para o pior.
Hoje, o presidente do Irã anunciou que seus cidadãos estão "prontos para morrer" pelo país e emitiu um alerta para que a população evite o uso de trens. O aviso é um reconhecimento direto da ameaça americana, já que a infraestrutura, especialmente pontes e ferrovias, seria um alvo prioritário em um eventual ataque em larga escala.
Enquanto os ponteiros do relógio avançam, o conflito não espera. Mesmo antes do fim do prazo, a troca de hostilidades continuou. Relatos confirmam que, nas primeiras horas do dia, o Irã realizou ataques contra Israel, que, por sua vez, retaliou bombardeando bases de gás iranianas. A guerra, portanto, segue em curso, sem qualquer indicativo de um cessar-fogo ou de um plano de paz emergencial nas próximas horas.
Nos bastidores, a diplomacia corre contra o tempo, mas com poucas esperanças. Países que mantêm diálogo com ambos os lados, como Paquistão, Egito e Índia, seguem tentando mediar uma solução, mas não há avanços concretos.
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