
Petróleo volta a subir com ameaças de Donald Trump ao Irã
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Os preços globais do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (6), após as ameaças do presidente norte-americano Donald Trump ao Irã, no fim de semana. O mercado estava otimista nos últimos dias, com um possível acordo de cessar-fogo, mas publicações de Trump voltaram a gerar especulações e temor.
A volatilidade marcou o pregão nas principais praças internacionais:
- WTI (Nova York): O contrato para maio subiu 0,77% (US$ 0,87), cotado a US$ 112,41 o barril na Nymex.
- Brent (Londres): O barril para junho avançou 0,68% (US$ 0,74), fechando a US$ 109,77 na ICE.
Pela manhã, os preços chegaram a operar em queda após o portal Axios revelar que Washington e Teerã teriam recebido uma minuta de proposta para um cessar-fogo de 45 dias, que incluiria a reabertura estratégica do Estreito de Ormuz. No entanto, o humor do mercado virou quando o governo iraniano negou a abertura do Estreito de Ormuz e reiterou, via mídia estatal, que exige o fim permanente das hostilidades, e não apenas uma trégua temporária.
Trump e a "guerra de uma noite"
A pressão sobre a oferta global aumentou à tarde, quando Donald Trump reforçou o tom belicista. O presidente americano afirmou que poderia derrotar o Irã "em apenas uma noite" e não descartou ataques já nesta terça-feira. Embora tenha dito que as negociações "estão indo bem", a recusa em confirmar o cessar-fogo trouxe insegurança aos investidores.
Para Lloyd Chan, analista do MUFG, o cenário permanece de forte pressão altista. "A persistência de ameaças à infraestrutura crítica iraniana mantém elevados os riscos de escalada, sem que haja à vista um caminho crível de redução das tensões", avalia o especialista.
Com informações da Agência Estado

