
Presidente dos EUA, Donald Trump
REUTERS/Jonathan Ernst
A crise diplomática e militar entre os Estados Unidos e o Irã apresenta um cenário complexo, com a coexistência de ameaças públicas e negociações por um cessar-fogo. O presidente americano, Donald Trump, estabeleceu um novo prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
Através de uma publicação em redes sociais, Trump exigiu a liberação da via marítima até esta terça-feira, afirmando que, caso a exigência não seja cumprida, "o Irã vai viver o inferno". A mensagem detalhava que os alvos da retaliação poderiam ser pontes e a infraestrutura de energia do país. Em resposta, o governo iraniano comunicou que não cederá a prazos e que responderá a qualquer agressão.
Paralelamente às declarações públicas, canais diplomáticos permanecem ativos. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, representantes dos dois países discutiram uma proposta de trégua de 45 dias. O plano, de iniciativa americana, teria sido recebido pelo Irã e estaria em análise, podendo levar a uma interrupção no conflito que já dura quase 40 dias e vitimou cerca de 3.400 pessoas.
A situação no terreno, no entanto, continua instável. Foram registrados novos ataques na região: Israel bombardeou a capital iraniana, Teerã, e ampliou ações no sul do Líbano. Por sua vez, o Irã afirmou ter atingido tropas americanas no Kuwait, incidente que deixou seis civis feridos.
No cenário econômico, em meio às incertezas, o preço do barril de petróleo do tipo Brent apresentou queda, sendo cotado a 107 dólares. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, aguardando para ver se as negociações de paz prevalecerão sobre a escalada de tensões.
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