
Benjamin Netanyahu
REUTERS/Jonathan Ernst
O governo de Israel declarou, neste sábado (17), que não foi consultado sobre a composição do Conselho Executivo de Gaza, anunciado pelo governo dos Estados Unidos.
“O anúncio referente à composição do Conselho Executivo de Gaza, que é subordinado ao Conselho de Paz, não foi coordenado com Israel e contraria sua política", afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em sua conta na rede social X, antigo Twitter.
Em comunicado, a Casa Branca informou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro de Donald Trump, Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, farão parte do conselho executivo.
O objetivo deste colegiado, segundo a nota, é "operacionalizar a visão do Conselho de Paz", presidido pelo próprio Trump.
"O primeiro-ministro Netanyahu instruiu o ministro dos Negócios Estrangeiros Gideon Saar a entrar em contato com o secretário de Estado dos EUA Rubio sobre este assunto", acrescenta a postagem do gabinete.
Os conselhos e o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), que será liderado pelo palestino Ali Shaath, fazem parte do plano de Trump para pacificar Gaza.
Shaath é um engenheiro civil nativo de Gaza que já ocupou diferentes cargos na Autoridade Palestina, que governa parte da Cisjordânia, entre eles o de vice-ministro do Planejamento e da Cooperação Internacional.
Para o Conselho da Paz, organismo internacional para discutir uma saída política para Gaza, Trump convidou ainda o presidente da Argentina, Javier Milei, e também o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que é um forte crítico dos ataques israelenses ao território palestino.
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