O Exército de Israel ordenou a evacuação imediata de 11 cidades no sul do Líbano neste domingo (3), intensificando uma série de alertas que já haviam atingido outras nove localidades no dia anterior.
Apesar de existir um cessar-fogo teórico desde o dia 17 de abril, os combates entre Israel e o grupo Hezbollah persistem, resultando em pelo menos sete mortes recentes e na destruição parcial de um convento católico em Yaroun.
Enquanto as Forças de Defesa de Israel (IDF) alegam que a estrutura religiosa era utilizada como base de lançamento de foguetes pelo Hezbollah — e que danos a prédios sagrados não são intencionais —, a Igreja Católica no Líbano rejeita qualquer acusação de uso militar de suas dependências.
O cenário humanitário é crítico, com o número de mortos ultrapassando 2.600 e o de deslocados chegando a um milhão. Esta fase mais aguda do conflito teve início em 2 de março, após uma quebra de trégua pelo Hezbollah em retaliação a ataques sofridos pelo Irã.
Desde então, a população civil libanesa enfrenta o pânico de alertas emitidos com pouca antecedência e de forma inconsistente, conforme apontam especialistas em direito internacional. Sem o auxílio de sirenes ou abrigos antiaéreos, que são inexistentes no Líbano, os moradores fogem em meio ao caos.
Israel justifica as medidas como necessárias para afastar civis de áreas onde o Hezbollah esconde infraestrutura bélica, embora analistas sugiram que as ordens de evacuação em massa podem fazer parte de um plano para estabelecer uma zona tampão ocupada de 10 quilômetros ao longo da fronteira.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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