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Israel não tem mais um “bode expiatório” para livrar suas culpas

Por Redação
REDAÇÃO

29/09/2025 • 09:18 • Atualizado em 29/09/2025 • 09:18

Moises Rabinovici
Bode expiatório de Israel

Bode expiatório de Israel

Reprodução

Houve um tempo em que Israel se livrava de suas culpas, pecados, injustiças e transgressões com um bode — o “bode expiatório”.

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Hoje, o ritual foi substituído por 15 horas de jejum, inclusive de líquidos, reza na sinagoga, arrependimento e perdão. Começa nesta terça feira ao anoitecer e vai até a noite de quarta-feira. É o Yom Kippur, o Dia do Perdão.

Com as duas mãos sobre a cabeça do bode, o sacerdote, no Templo de Jerusalém, em 957 A.C., transmitia todo o arquivo de maldades dos judeus como atualmente são baixados os aplicativos de computador.

Está no Levítico, 22: “Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto”. E no versículo 30: “Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o senhor”.

Na verdade, eram dois os bodes. Por sorteio, um seguiria para a solidão e morte no deserto, carregado de pecados — o bode expiatório; e o outro seria degolado, sacrificado “por causa das imundícies dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados” (Versículo 16).

A Bíblia não diz o que acontece ao bode expiatório. Mas na “Mishná”, que é a coleção da tradição oral judaica, datada do terceiro século d.C., o bode era empurrado numa ribanceira, com uma pesada pedra amarrada no pescoço.

Jamais o serviço de proteção aos animais permitiria o ritual com os dois bodes. Ficou só a expressão, embora haja versões da Bíblia segundo as quais o bode seria uma cabra. E a versão “cabra expiatória” não existe.

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