Jornal da Band

Tempo desde o acidente com Juliana Marins pode dificultar nova autópsia, diz especialista

O corpo da brasileira foi repatriado e deve chegar nesta terça-feira (1°) no Rio de Janeiro

IGOR CALIAN

01/07/2025 • 19:29 • Atualizado em 01/07/2025 • 19:29

O corpo da brasileira Juliana Marins foi repatriado e deve chegar nesta terça-feira (1°) no Rio de Janeiro. A pedido da família, uma nova autópsia será realizada para esclarecer as causas da morte.

Compartilhar

A brasileira chegou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo na tarde desta terça-feira. Da Indonésia, o corpo dela foi levado no porão de um voo comercial da companhia Emirates para Dubai, e de lá seguiu para São Paulo. Um avião da Força Aérea Brasileira já aguardava a chegada do voo.

Em seguida, o corpo foi transferido para o avião da FAB, no Aeroporto de Guarulhos, que decolou no fim da tarde, com destino à base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

O corpo da jovem foi embalsamado, mas esse procedimento não impede a nova autópsia para determinar a causa da morte. Por outro lado, o tempo desde o acidente na Indonésia dificulta o exame.

“Obviamente que o médico legista daqui do Brasil terá muito mais dificuldade do que o médico legista que analisou primeiro aquele corpo: o que não quer dizer que não chegaremos ao resultado sobre a causa da morte”, explicou a professora de medicina legal Roselle Soglio ao Jornal da Band.

Primeira autópsia foi feita na Indonésia

O exame feito na Indonésia indicou que Juliana morreu vítima de hemorragia provocada por trauma contundente. Um dos legistas apontou que a morte provavelmente aconteceu pouco antes do corpo ser resgatado. A autópsia inicial descartou hipotermina, mesmo com temperaturas próximas de 0 e clima extremo no penhasco.

A brasileira fazia uma trilha com outras cinco pessoas e um guia indonésio quando caiu no penhasco do vulcão no Monte Rinjani, na Indonésia. Juliana precisou parar para descansar, mas o grupo seguiu.

O guia, Ali Musthofa, que prestou depoimento à polícia, negou ter abandonado Juliana e disse que se afastou dela por alguns minutos. A família acusa o indonésio e as equipes de resgate de negligência. Algumas dúvidas cruciais ainda não foram esclarecidas.

Por quanto tempo o guia deixou Juliana sozinha?

A polícia da Indonésia ainda não conseguiu estabelecer uma cronologia dos fatos. Há versões diferentes das testemunhas.

Por que o resgate levou tantas horas para ser acionado?

Juliana teria caído no sábado, por volta das 4 da manhã. Mas as equipes só começaram a subir o Monte Rinjani por volta das 8h30.

Quando e qual foi a causa da morte da brasileira?

A hora da morte não está clara e a família tem dúvidas sobre o laudo emitido pela Indonésia.