O corpo da brasileira Juliana Marins foi repatriado e deve chegar nesta terça-feira (1°) no Rio de Janeiro. A pedido da família, uma nova autópsia será realizada para esclarecer as causas da morte.
A brasileira chegou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo na tarde desta terça-feira. Da Indonésia, o corpo dela foi levado no porão de um voo comercial da companhia Emirates para Dubai, e de lá seguiu para São Paulo. Um avião da Força Aérea Brasileira já aguardava a chegada do voo.
Em seguida, o corpo foi transferido para o avião da FAB, no Aeroporto de Guarulhos, que decolou no fim da tarde, com destino à base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.
O corpo da jovem foi embalsamado, mas esse procedimento não impede a nova autópsia para determinar a causa da morte. Por outro lado, o tempo desde o acidente na Indonésia dificulta o exame.
“Obviamente que o médico legista daqui do Brasil terá muito mais dificuldade do que o médico legista que analisou primeiro aquele corpo: o que não quer dizer que não chegaremos ao resultado sobre a causa da morte”, explicou a professora de medicina legal Roselle Soglio ao Jornal da Band.
Primeira autópsia foi feita na Indonésia
O exame feito na Indonésia indicou que Juliana morreu vítima de hemorragia provocada por trauma contundente. Um dos legistas apontou que a morte provavelmente aconteceu pouco antes do corpo ser resgatado. A autópsia inicial descartou hipotermina, mesmo com temperaturas próximas de 0 e clima extremo no penhasco.
A brasileira fazia uma trilha com outras cinco pessoas e um guia indonésio quando caiu no penhasco do vulcão no Monte Rinjani, na Indonésia. Juliana precisou parar para descansar, mas o grupo seguiu.
O guia, Ali Musthofa, que prestou depoimento à polícia, negou ter abandonado Juliana e disse que se afastou dela por alguns minutos. A família acusa o indonésio e as equipes de resgate de negligência. Algumas dúvidas cruciais ainda não foram esclarecidas.
Por quanto tempo o guia deixou Juliana sozinha?
A polícia da Indonésia ainda não conseguiu estabelecer uma cronologia dos fatos. Há versões diferentes das testemunhas.
Por que o resgate levou tantas horas para ser acionado?
Juliana teria caído no sábado, por volta das 4 da manhã. Mas as equipes só começaram a subir o Monte Rinjani por volta das 8h30.
Quando e qual foi a causa da morte da brasileira?
A hora da morte não está clara e a família tem dúvidas sobre o laudo emitido pela Indonésia.
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