Jornal da Band

Acordo Mercosul-União Europeia deve reduzir preços de alimentos e vinhos

Eliminação de tarifas de importação para queijos, azeites e chocolates será gradativa, com prazos que variam de quatro a 15 anos para o consumidor final.

Da redação
DA REDAÇÃO

09/01/2026 • 20:00 • Atualizado em 09/01/2026 • 20:00

O acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia projeta uma transformação no mercado de consumo brasileiro com a redução nos preços de diversos produtos importados. No entanto, a eliminação das tarifas de importação não terá efeito imediato, ocorrendo de forma gradativa para proteger a competitividade da indústria nacional.

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Atualmente, o Brasil aplica alíquotas significativas para itens europeus: o vinho é taxado em 35%, enquanto queijos e leite em pó possuem tarifa de 28%. Outros produtos, como chocolates (20%), fórmulas para nutrição infantil (18%) e azeite (10%), também apresentam custos elevados devido aos impostos de importação. Com a implementação do acordo, essas tarifas serão zeradas em etapas.

Prazos e categorias de redução

A redução dos tributos seguirá cronogramas específicos para cada setor. Produtos industriais e agrícolas terão as tarifas eliminadas em períodos que variam de quatro a dez anos. Já o setor automotivo, considerado mais sensível à concorrência externa, pode levar até 15 anos para que a queda nos preços seja totalmente repassada ao consumidor nas concessionárias.

O próximo passo para que o acordo ganhe validade jurídica é a promulgação interna das leis em cada país membro.

Impactos no Agronegócio e Indústria

O fluxo comercial será beneficiado em ambas as direções. Do lado das exportações, produtos brasileiros como carne bovina, aves, mel, suco de laranja e café devem se tornar mais baratos e competitivos no mercado europeu.

Além do incremento nas vendas externas, a produção interna brasileira será beneficiada pela facilitação na importação de máquinas agrícolas europeias, que também terão impostos reduzidos. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) manifestou apoio ao anúncio, destacando que o acordo abre frentes em termos de investimentos, propriedade intelectual e regras de concorrência mais universais.