
Venezuela: terremoto de magnitude 6,1 atinge noroeste do país
REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
A liberdade do político venezuelano Juan Pablo Guanipa, um dos principais opositores do regime de Nicolás Maduro, durou apenas 12 horas. Guanipa havia sido libertado na tarde de ontem como parte de um grupo de presos políticos soltos pelo governo da Venezuela, mas foi detido novamente no início da madrugada desta segunda-feira.
Ex-governador do estado de Zúlia, no noroeste do país, Juan Pablo Guanipa é uma figura central na resistência ao chavismo e um dos principais aliados da líder da oposição, María Corina Machado. A sua nova prisão ocorreu por ordem direta da Procuradoria-Geral da Venezuela.
Alegação de violação de medidas cautelares
De acordo com o órgão ministerial venezuelano, a nova detenção ocorreu porque o político teria violado medidas cautelares impostas no momento de sua soltura. A Procuradoria-Geral não forneceu detalhes específicos sobre quais teriam sido as violações cometidas pelo opositor em menos de um dia fora da prisão.
Após a nova captura, as autoridades judiciais informaram que foi solicitada a conversão da detenção para prisão domiciliar. A movimentação acontece em um contexto de extrema pressão política na Venezuela, onde a oposição denuncia perseguição sistemática contra aliados de María Corina Machado.
O caso de Guanipa reforça a instabilidade jurídica enfrentada por opositores no país, que frequentemente são alvos de ordens de prisão e libertações seguidas de novas capturas. Até o momento, a defesa do ex-governador e os líderes da oposição não se manifestaram oficialmente sobre as novas acusações proferidas pelo governo.
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