A prática de andar de bicicleta está associada a uma redução de 22% no risco de desenvolver Alzheimer e de 19% no risco geral de demência. O dado é de um novo estudo publicado na revista científica americana JAMA Network Open, que analisou dados de mais de 480 mil pessoas no Reino Unido. A pesquisa, detalhada reforça que incluir atividades físicas na rotina é uma estratégia eficaz de prevenção.
A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) já lista a prática de atividades físicas regulares como uma das principais estratégias para prevenir ou retardar o avanço da doença. Outros fatores protetores incluem a estimulação cognitiva (jogos e atividades que exercitam memória, raciocínio e linguagem) e a estimulação social (convivência e lazer).
Impacto da atividade física no cérebro
O médico neurologista e Presidente da Associação Brasileira de Alzheimer, Fábio Henrique de Gobbi Porto, explica que há diversas evidências que comprovam o benefício dos exercícios físicos no cérebro, especialmente na velhice.
Segundo o Dr. Porto, a atividade física melhora o volume do cérebro. "Vários estudos mostram que as regiões das pessoas que praticavam atividade física eram maiores do que quem é mais sedentário," afirma o neurologista. Além do volume, o exercício consegue melhorar o metabolismo, fazendo com que o cérebro funcione melhor.
A jornalista Adriana Marmo, entrevistada na reportagem e que se locomove de bicicleta há 11 anos, celebra a notícia. Ela tem um histórico familiar da doença, com a mãe e a avó afetadas, o que a motiva a cuidar da saúde neurológica. "O Alzheimer é um drama para minha vida, então quando eu vi essa notícia eu queria dar um duplo twist carpado na sala de alegria," relata Adriana. Ela também destaca os benefícios visíveis: "O corpo fica forte, você tem mais massa magra... quando vai ver os exames está tudo ali maravilhoso."
Ações preventivas e genética
Apesar de a genética ser considerada o maior fator de risco para o Alzheimer, a adoção de bons hábitos pode diminuir a intensidade ou até mesmo atrasar o aparecimento da doença por anos. O Dr. Fábio Henrique de Gobbi Porto enfatiza a importância de começar o quanto antes.
"Você tem que mudar isso antes de envelhecer. Se é idoso e já estou sedentário, devo mudar? Também deve! Mas quanto antes você mudar, melhor," conclui o médico. A pesquisa sobre a bicicleta acrescenta mais um aliado na prevenção de doenças neurológicas, em um cenário global onde mais de 55 milhões de pessoas vivem hoje com algum tipo de demência
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