
Armas fantasmas dificultam o combate ao crime organizado
Reprodução/Band
Além dos fuzis e metralhadoras, um novo tipo de armamento tem se tornado um grande desafio para as autoridades: as chamadas "armas fantasmas". Estas armas de guerra, fabricadas de forma clandestina, são quase impossíveis de rastrear, tornando o trabalho das forças de segurança ainda mais difícil.
Cada vez mais usadas por criminosos nas grandes cidades, elas podem ser montadas em casa com peças compradas pela internet ou até impressas em 3D.
Recentemente, a polícia apreendeu um fuzil com o traficante João Henryque Gonçalves, o 'Jhonny Boy', após um tiroteio na Baixada Fluminense. Esse armamento agora será periciado, mas a origem da arma pode nunca ser descoberta.
As "armas fantasmas" não têm número de série, nem registro, e são invisíveis ao sistema de fiscalização, mas com o mesmo poder destrutivo das originais.
Segundo um estudo do Instituto Sou da Paz, quase metade dos fuzis apreendidos no Sudeste do Brasil entre 2019 e 2023 eram armas fantasmas. A produção clandestina dessas armas, feitas com peças de baixo custo, está em ascensão, e grande parte desse arsenal entra no país através do contrabando, especialmente do Paraguai, ou é desviado do mercado legal de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs).
No Rio de Janeiro, o número de apreensões de fuzis e metralhadoras subiu 32% entre 2019 e 2023, com recorde de 847 armas em 2023. Já o Espírito Santo teve um aumento de 467%, impulsionado pela presença de facções do Rio e pela produção de submetralhadoras artesanais.
Com essas armas circulando em larga escala, as falhas na regulação e fiscalização do mercado legal se tornam cada vez mais evidentes, dificultando o combate ao tráfico de armas e ao crime organizado.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

