Jornal da Band

Vídeo: homem pede por ajuda e mostra equipamento de repórter atingido por bombardeio em Gaza

Minutos antes da segunda explosão, equipes de emergência, voluntários e jornalistas trabalhavam no prédio do hospital Nasser, em Khan Younis

Sonia Blota
SONIA BLOTA

25/08/2025 • 19:45 • Atualizado em 25/08/2025 • 19:45

Israel bombardeou, nesta segunda-feira (25), o único hospital que ainda funciona em Khan Yunis, no sul do território palestino. Os ataques atingiram o edifício duas vezes. Em uma das imagens do ataque, um homem implora por ajuda e mostra a câmera e o microfone de um repórter atingido. Veja no vídeo acima.

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As imagens mostram que jornalistas e equipes correm para o hospital, quando de repente mais uma bomba joga tudo pelos ares. O momento da explosão foi registrado por outro ângulo, por uma pessoa na escada do local.

Quando a poeira começa a abaixar, é possível ver a multidão fugindo em desespero. Pelo menos 20 pessoas morreram e, entre elas, cinco eram jornalistas.

Minutos antes da segunda explosão, equipes de emergência, voluntários e jornalistas trabalhavam no prédio do hospital Nasser, em Khan Younis. Um homem exibe o equipamento de um cinegrafista morto no primeiro ataque. Corpos das vítimas são retirados pela escada. É nesse momento que o edifício é atingido novamente pelo exército.

O jornalista vítima do primeiro bombardeio foi o cinegrafista Hussam Al-Masri, da Agência Reuters. Depois foram confirmadas as mortes da freelancer da Associated Press, Miriam Abu Daqqa; de Mohammad Salama, repórter da Al Jazeera; Moaz Abu Taha, jornalista da NBC; e Ahmed Abu Aziz, que também prestava serviço para a Reuters.

Netanyahu diz que morte de jornalistas foi “acidente trágico”

O Premiê Benjamin Netanyahu disse que Israel lamenta profundamente o que ele chamou de “trágico acidente”, e afirmou que autoridades militares estão conduzindo uma investigação completa do caso.

Pelo menos 240 profissionais da mídia foram mortos desde o início do massacre. O número total de mortos na Faixa de Gaza chegou a 62 mil, a maioria civis, e entre eles milhares de crianças. Já são mais de 150 mil feridos e 80% da região está em ruínas.

Nas últimas 24h, Israel também realizou ataques aéreos na capital do Iêmen Sanaa. Foi uma resposta ao lançamento de mísseis pelos rebeldes Houthis, com o apoio do Irã, em direção ao território israelense. Os ataques atingiram alvos estratégicos e deixaram pelo menos seis mortos e mais de 80 feridos.

Neste fim de semana, protestos contra o massacre em Gaza foram realizados na Austrália, na Malásia e em Tel Aviv, em Israel.