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Mais de 240 jornalistas morreram durante a guerra em Gaza, diz sindicato palestino

Em duas semanas, ataques israelenses mataram 10 jornalistas que trabalhavam na Faixa de Gaza

Édrian Santos
ÉDRIAN SANTOS

25/08/2025 • 10:22 • Atualizado em 25/08/2025 • 10:22

Mais de 200 jornalistas morreram durante a guerra em Gaza

Mais de 200 jornalistas morreram durante a guerra em Gaza

REUTERS/Stringer

Mais de 240 jornalistas já morreram na Faixa de Gaza, em decorrência da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, desde 7 de outubro de 2023, quando o conflito começou. Os dados são do Sindicato de Jornalistas Palestinos, entidade crítica ao massacre promovido por forças israelenses no enclave.

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No dia 11 de agosto, um ataque culminou na morte de seis jornalistas da Al Jazeera, no Hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza. Quatro deles eram efetivos e dois, freelancers. O renomado repórter Anas Al-Sharif, de apenas 28 anos, foi uma das vítimas, quem Israel acusava de liderar uma célula terrorista do Hamas.

Segundo a Al Jazeera, naquela ocasião, o alvo do ataque foi exatamente a tenda onde os jornalistas estavam, em frente ao portão principal do Hospital Al-Shifa. Além de Al-Sharif, morreram o correspondente Mohammed Qreiqeh e os cinegrafistas Ibrahim Zaher e Mohammed Noufal. Os freelancers eram Momen Aliwa e Mohammed al-Khalidi.

Pouco antes de ser morto, al-Sharif escreveu no X que Israel havia lançado bombardeios intensos e concentrados, também conhecidos como "cinturões de fogo", nas partes leste e sul da Cidade de Gaza. Naquele dia, o Sindicato de Jornalistas Palestinos contabilizava 238 jornalistas mortos desde o início da guerra.

Já o último ataque, nesta segunda (25), também mirou uma unidade de saúde. Bombas caíram sobre o Hospital Nasser, em Khan Yunis. Pacientes, funcionários e jornalistas da Reuters, Associated Press e Al Jazeera morreram. Ao todo, pelo menos 15 pessoas foram assassinadas em decorrência da ofensiva.

Os profissionais da imprensa vitimados no Hospital Nasser são Hussam al-Masri, da Reuters, Mariam Abu Dagga, freelancer da Associated Press e outros veículos, Mohammed Salama, contratado da Al Jazeera, e Moaz Abu Taha (ainda sem informações sobre onde atuava). Com os ataques de hoje, o número de jornalistas mortos no conflito sobe para 242.

Em nota divulgada após os ataques, as forças militares de Israel destacaram que profissionais da imprensa não são alvo, além de lamentar “qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos [na guerra]”. O alto comando do exército também anunciou a abertura de investigação contra os responsáveis pelos bombardeios.

Leia a íntegra da nota do governo israelense

Mais cedo hoje (25/08), tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um ataque na área do Hospital Nasser, em Khan Yunis.

O Chefe do Estado-Maior Geral instruiu a realização de uma investigação inicial o mais breve possível.

As FDI lamentam qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos e não têm jornalistas como alvo. As FDI atuam para mitigar ao máximo os danos a indivíduos não envolvidos, mantendo a segurança das tropas.