Jornal da Band

Defesa de Bolsonaro nega tentativa de golpe e diz que ex-presidente não impediu a posse de Lula

O ministro do Supremo Alexandre de Moraes pediu a Cristiano Zanin para marcar a data do julgamento do ex-presidente

CAIÃ MESSINA

14/08/2025 • 20:00 • Atualizado em 14/08/2025 • 20:00

Resumo

Ministro Alexandre de Moraes solicitou ao presidente da 1ª Turma do Supremo, Cristiano Zanin, a marcação da data do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Defesa de Bolsonaro nega envolvimento do ex-presidente em ações golpistas e alega falta de provas. Advogados também criticam a Polícia Federal por parcialidade e pedem anulação da delação de Mauro Cid.

Alexandre de Moraes começou a análise das alegações finais, indicando que não tem pressa e promete uma avaliação detalhada antes de liberar o processo para julgamento no fim de agosto. A decisão final sobre a condenação ou absolvição será tomada após as manifestações no tribunal.

O julgamento de Jair Bolsonaro no processo em que ele é acusado de tentativa de golpe de Estado está previsto para começar em setembro. Nesta quinta-feira (14), o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, pediu a Cristiano Zanin, que ainda não respondeu, para marcar o julgamento. No pedido, o ministro disse que o processo está pronto para ser colocado em pauta.

Compartilhar

Nas alegações finais, a defesa do ex-presidente disse que não há provas para a condenação e chamou a acusação de “absurda”. Além disso, os representantes do ex-presidente negaram a tentativa de golpe, alegando que Bolsonaro não tentou impedir a posse de Lula.

Alexandre de Moraes já começou a analisar as alegações finais de Jair Bolsonaro e dos outros sete réus do núcleo central, acusados de tentativa de golpe de Estado pela Procuradoria Geral da República. O ministro já disse a colegas que não tem pressa e fará uma leitura “detalhada” da ação, mas deve liberar o processo para julgamento no fim do mês de agosto.

Os advogados de Bolsonaro dizem que ele é inocente e que não há provas para a condenação, sustentando que o ex-presidente não participou e nem sabia das ações citadas na denúncia.

A defesa ainda acusou a Polícia Federal de “parcialidade” e chamou a acusação da PGR de absurda, afirmando que não teve acesso total às provas. Os advogados também pediram a anulação da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid por omissões e contradições.

As alegações representam a última manifestação dos réus antes do julgamento que pode condenar ou absolver os acusados. No documento, os advogados sustentam que Bolsonaro não praticou atos para promover um golpe de Estado e reverter o resultado das eleições de 2022.

Agora, o processo entra na última fase. O presidente da 1ª Turma do Supremo, Cristiano Zanin, marca a data do julgamento, previsto para começar em setembro. Na sessão, Alexandre de Moraes lê o relatório do processo, e o Ministério Público e as defesas se manifestam novamente. Veja como será o julgamento.