Jornal da Band

Brasil pode quebrar monopólio chinês de terras raras com vulcão descoberto em MG

O país, que tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, projeta se tornar o líder global em até uma década, segundo especialistas

Por Redação
REDAÇÃO

02/08/2025 • 19:17 • Atualizado em 02/08/2025 • 19:17

Com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, o Brasil já está com projetos em andamento para extrair minérios estratégicos para a indústria da tecnologia. O destaque vai para um projeto em Poços de Caldas, Minas Gerais, onde um vulcão extinto há 120 milhões de anos abriga uma imensa jazida.

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Essa reserva, descoberta em 2012, é composta por argilas iônicas ricas em terras raras, como o neodímio. Esse elemento é fundamental para a fabricação de "super ímãs", que são vitais para tecnologias de ponta, incluindo motores elétricos, geradores, robótica e equipamentos de ressonância magnética.

A exploração está avançando rapidamente. Em apenas 15% da área analisada, já foram identificadas 2 bilhões de toneladas de argilas, o que garante pelo menos 20 anos de mineração. Uma grande vantagem é que a extração pode ser feita com escavações mais simples, já que o material não está em solo profundo.

Especialistas preveem que, em 5 a 10 anos, a produção de terras raras do vulcão de Poços de Caldas pode suprir de 30% a 40% da demanda mundial, desafiando o monopólio chinês. Além disso, os primeiros passos para criar uma cadeia de produção local desses super ímãs já foram dados em Minas Gerais.